BRASIL - A ministra Cármen Lúcia defendeu a ampliação da presença feminina nos espaços públicos e criticou a violência contra mulheres durante sua última sessão como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira (7).
Ao se despedir da presidência da Corte, Cármen Lúcia afirmou que a luta por igualdade de gênero ultrapassa questões de civilidade e representa uma pauta ligada à dignidade humana.
“Isso não é um problema de civilidade, é um problema de humanidade”, declarou a ministra.
A magistrada destacou a necessidade de garantir igualdade de oportunidades para mulheres, especialmente no sistema de Justiça e em cargos públicos.
Cármen Lúcia defende igualdade de gênero
Durante o discurso, Cármen Lúcia afirmou que a Justiça Eleitoral deve continuar atuando como exemplo na construção de uma sociedade mais igualitária.
Segundo a ministra, é necessário combater desigualdades sociais, políticas, econômicas e cívicas alimentadas pela violência praticada contra mulheres.
“O que queremos é uma Justiça para seres humanos e humanas igualmente dignos”, afirmou.
A ministra também defendeu maior espaço para advogadas e mulheres em funções de liderança dentro das instituições públicas.
Ministra destaca democracia brasileira
Em outro trecho do pronunciamento, Cármen Lúcia afirmou que o Brasil é referência internacional no sistema eleitoral eletrônico.
A ministra disse esperar que o país também se torne exemplo mundial na consolidação de uma sociedade mais justa e democrática.
“Somos capazes de demonstrar ao mundo que podemos viver em paz em condições de igualdade e com respeito às liberdades”, declarou.
Balanço da gestão no TSE
Ao fazer um balanço da própria gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia informou que o TSE realizou mais de 300 sessões durante o período.
Segundo a ministra, foram:
- mais de 300 sessões realizadas;
- 159 sessões presenciais de julgamento;
- 5.215 processos julgados ao longo da gestão.
Cármen Lúcia encerra a passagem pela presidência do TSE defendendo a ampliação da participação feminina e o fortalecimento da democracia brasileira.
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