RIO DE JANEIRO – O pastor Silas Malafaia e o senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a ser alvo de uma denúncia no Ministério Público Eleitoral após um culto religioso realizado no último domingo (3). Durante o evento, houve manifestação de apoio à pré-candidatura do parlamentar à Presidência da República em 2026.
A celebração ocorreu na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), no Rio de Janeiro. Segundo a denúncia, a liturgia foi interrompida para a manifestação política.
Apoio durante culto
Durante o evento, Malafaia convidou Flávio Bolsonaro e outras lideranças políticas para subirem ao altar. Em seguida, conduziu uma oração coletiva em favor dos presentes e declarou apoio público ao senador.
“A Bíblia diz que há um tempo para todo propósito debaixo do sol. Esse é o tempo de eu apoiar o Flávio para presidente”, afirmou o pastor durante o culto.
Denúncia ao MP Eleitoral
A Movimento Brasil Laico protocolou representação junto à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. A entidade aponta possível propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder religioso e econômico.
Segundo o documento, o espaço religioso teria sido utilizado para favorecer pré-candidatos, o que, na avaliação da associação, desvirtua a finalidade do culto.
Alvos da ação
Além de Malafaia e Flávio Bolsonaro, a ação também cita outros nomes que participaram do evento. Entre eles estão o ex-governador Cláudio Castro (PL), o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), o deputado Sóstenes Cavalcante (PL) e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella (Republicanos).
A entidade pede a aplicação de multas, a preservação dos registros do evento e a declaração de inelegibilidade de Malafaia e Flávio Bolsonaro por até oito anos.
Argumentos da denúncia
O documento afirma que a estrutura da igreja teria sido utilizada para favorecer politicamente os participantes, o que poderia configurar vantagem indevida em período anterior ao permitido pela legislação eleitoral.
A representação também sugere que a Receita Federal investigue possível desvio de finalidade da instituição religiosa, o que poderia impactar benefícios fiscais.
Outros pontos do evento
Além da manifestação de apoio, o culto também teve críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. Malafaia classificou as investigações como perseguição política.
Já Flávio Bolsonaro utilizou o espaço para reforçar sua aproximação com lideranças evangélicas, em um contexto de articulação política para as eleições de 2026.
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