BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, pacote de medidas para ampliar a renegociação de dívidas e reduzir a inadimplência no país.
A nova versão do programa traz mudanças nas regras, amplia o público atendido e cria mecanismos para facilitar o pagamento de débitos. O governo estima atingir milhões de brasileiros em um cenário de endividamento recorde.
A seguir, veja os cinco principais pontos do Desenrola Brasil:
1. Uso do FGTS para quitar dívidas
Uma das principais novidades do Desenrola Brasil é a liberação de parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de dívidas.
- Uso de até 20% do saldo
- Limite total de R$ 8,2 bilhões
- Transferência direta para o banco credor
2. Descontos e condições facilitadas
O Desenrola Brasil amplia as condições de renegociação, com descontos expressivos e prazos maiores.
- Descontos entre 30% e 90%
- Juros de até 1,99% ao mês
- Parcelamento em até 48 meses
- Limite de até R$ 15 mil por dívida
3. Regras e restrições para participantes
O programa estabelece contrapartidas para quem aderir à renegociação.
- Bloqueio do CPF em casas de apostas por 12 meses
- Necessidade de manter pagamentos em dia
4. Renegociação de dívidas estudantis
O Desenrola Brasil também inclui regras específicas para contratos do Fies.
- Descontos de até 99% para inscritos no CadÚnico
- Parcelamento em até 150 vezes
- Redução total de juros e multas
5. Condições especiais para empresas
Micro e pequenas empresas também foram incluídas no programa, com mudanças nas regras de crédito.
- Carência de até 24 meses
- Prazo maior para quitação
- Aumento do limite de crédito
- Condições diferenciadas para empresas lideradas por mulheres
Objetivo do programa
Durante o lançamento, Lula afirmou que a iniciativa busca aliviar a situação financeira da população.
“Estamos tentando encontrar uma fórmula de tirar a corda do pescoço dessa gente”, disse.
O Desenrola Brasil é voltado principalmente a pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos.
A expectativa do governo é reduzir o número de inadimplentes e estimular a retomada do consumo no país.
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