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Alckmin lamenta rejeição de Messias ao STF e fala em Corte desfalcada

Vice-presidente diz que ausência de ministro no STF agrava sobrecarga de processos e destaca necessidade de nova indicação pelo governo federal.

Ipolítica, com informações do g1

Alckmin lamenta rejeição de Messias ao STF e afirma que Corte ficará desfalcada, com impacto no volume de processos. (Tânia Rêgo / Agência Brasil)

BRASIL - O vice-presidente Geraldo Alckmin lamentou a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e afirmou que a decisão deixa a Corte desfalcada em um momento de alta demanda de processos.

A declaração foi dada nesta segunda-feira (4), em São Paulo, e marca a primeira manifestação pública de Alckmin após a derrota do governo no Senado.

Alckmin comenta rejeição de Messias ao STF

Durante entrevista, Alckmin destacou a qualificação de Jorge Messias e afirmou que a decisão cabe ao Congresso Nacional.

Quero lamentar a não eleição do Jorge Messias, porque é uma pessoa preparada, com experiência e espírito público”, disse.

O vice-presidente ressaltou que a ausência de um ministro impacta diretamente o funcionamento do Supremo.

É ruim porque vai ficar com um ministro a menos, num Supremo já sobrecarregado de processos”, afirmou.

Impacto no STF e nova indicação

Com a rejeição, o STF passa a operar com um integrante a menos, o que, segundo Alckmin, pode aumentar a pressão sobre os ministros.

Ele também afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve definir um novo nome para a vaga.

Eu acho que o presidente Lula está definindo sua nova indicação”, declarou.

Relação entre governo e Congresso

Questionado sobre possíveis desgastes entre o governo e o Senado, Alckmin minimizou o impacto político e destacou o perfil do presidente.

Lula é o homem do diálogo. O presidente se caracteriza pelo diálogo”, disse.

Derrota histórica no Senado

A rejeição do nome de Jorge Messias marcou um fato inédito na política brasileira recente.

Confira os principais pontos da votação:

  • Primeira rejeição de um indicado ao STF desde 1894
  • Placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis
  • Votação realizada de forma secreta no Senado
  • Necessidade de maioria absoluta (41 votos) para aprovação

Com a decisão, a indicação foi arquivada, e caberá ao governo federal apresentar um novo nome, que também precisará passar por sabatina e votação no Senado.

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