BRASIL - O senador Renan Calheiros (MDB) negou ter traído o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita nesta quinta-feira (30), após especulações sobre possível dissidência de partidos de centro.
Segundo o parlamentar, ele votou favoravelmente ao nome indicado pelo governo e classificou como falsas as informações que apontavam o contrário.
Senador rebate especulações
Renan Calheiros afirmou que as suspeitas sobre seu posicionamento e o de outros integrantes do MDB não procedem. Em manifestação pública, o senador disse que trabalhou pela aprovação de Messias.
Além disso, criticou a repercussão política da derrota do governo no Senado, afirmando que o episódio não deve gerar interpretações distorcidas.
Derrota no Senado amplia tensão política
A indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo Senado após não alcançar a maioria necessária. O resultado representou um revés significativo para o governo federal.
Messias precisava de ao menos 41 votos favoráveis, mas obteve:
- 34 votos a favor
- 42 votos contra
A votação evidenciou dificuldades na articulação política do governo junto a partidos da base e do centro.
Bastidores apontam articulação no Senado
Nos bastidores, aliados do governo atribuem a derrota a uma movimentação liderada pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre. A avaliação é de que houve atuação para influenciar parlamentares indecisos e consolidar votos contrários à indicação.
A assessoria de Alcolumbre nega qualquer interferência no resultado.
Disputa interna e interesses na vaga
Parlamentares também mencionam que a disputa pela vaga no STF envolvia outros interesses políticos. Nomes ligados ao MDB tinham proximidade com possíveis alternativas ao cargo, o que teria influenciado o cenário.
A rejeição de Messias reforça o ambiente de disputa interna no Congresso e amplia o desafio do governo para garantir apoio em votações estratégicas.
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