8 de janeiro

STF chega a 1,4 mil condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro

Levantamento mostra 1.402 condenações por atos golpistas, com penas de prisão, alternativas e acordos; maioria recebeu punições de até um ano.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

STF soma 1,4 mil condenados pelos atos de 8 de janeiro, com penas de prisão, alternativas e acordos judiciais definidos. (Joédson Alves / Agencia Brasil)

BRASIL - O Supremo Tribunal Federal (STF) chegou a 1.402 condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (29) pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos.

Os dados mostram que as punições aplicadas envolvem penas de prisão, medidas alternativas e acordos de não persecução penal, adotados conforme o grau de participação dos envolvidos nos ataques.

Distribuição das condenações

De acordo com o levantamento, as decisões estão divididas da seguinte forma:

  • 431 condenações com penas de prisão
  • 419 condenações com penas alternativas
  • 552 acordos de não persecução penal

O maior grupo é formado por 404 réus condenados a um ano de prisão, o que representa 28,82% do total. Em seguida, aparecem 213 condenações com penas de 14 anos, correspondendo a 15,19%.

Situação dos réus

O balanço também aponta que 190 acusados estão presos atualmente:

  • 169 já cumprem pena definitiva
  • 21 estão em prisão provisória

A pena mais alta foi aplicada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão.

Julgamento dos núcleos

Os processos foram organizados em diferentes núcleos de atuação, conforme o papel de cada investigado. Entre eles:

  • Núcleo crucial
  • Núcleo estratégico
  • Núcleo de executores
  • Núcleo de desinformação

No ano passado, a Primeira Turma do STF realizou 21 sessões para julgar esses grupos, resultando em 29 condenações e duas absolvições.

Contexto dos atos de 8 de janeiro

Os ataques ocorreram em 8 de janeiro de 2023, quando manifestantes invadiram e depredaram prédios dos Três Poderes, incluindo o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o próprio STF.

Motivados pela contestação do resultado das eleições de 2022, os envolvidos destruíram patrimônio público e histórico em uma tentativa de ruptura institucional.

Desde então, o Judiciário tem atuado na responsabilização dos participantes, incluindo executores, financiadores e articuladores dos atos.

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