Indicado ao STF

Sabatina: Messias diz ser 'totalmente contra' o aborto

Jorge Messias é procurador da Fazenda e disse ser contra o aborto durante a sabatina conduzida pela CCJ do Senado.

Ipolítica

Atualizada em 29/04/2026 às 15h11
Jorge Messias é sabatinado pela CCJ do Senado ("Andressa Anholete/Agência Senado)

BRASÍLIA - O procurador da Fazenda e Advogado-Geral da União (AGU) Jorge Messias, manifestou ser "totalmente contra o aborto" ao responder a uma pergunta do senador Weverton Rocha (PDT-MA) sobre a decisão da AGU contra a uma resolução do Conselho Federal de Medicina sobre a interrupção de gravidez.

Acompanhe a sabatina ao vivo

"Sou totalmente contra o aborto, absolutamente, da minha parte não haverá qualquer tipo de ação de ativismo em relação ao tema aborto na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar vossas excelências tranquilos quanto a isso", disse Messias, indicado ao STF.

"É importante que nós separemos três coisas: primeiro, a convicção pessoal, segundo, a posição institucional e, terceiro, a decisão jurisdicional", pontuou.

Direito à vida

Ao se direcionar ao senador Magno Malta (PL-ES), que voltou a falar de aborto em sua questão, ele repetiu seu posicionamento.

"Eu compreendo a sua dor e a sua preocupação, mas repito, nenhum método que interrompe a gravidez pode ser considerado aceitável, todo ele é um sofrimento porque é uma tragédia humana", respondeu.

Um pouco antes, ele já havia defendido, em sua fala de apresentação, o "direito à vida".

"Minha identidade é evangélica, todavia eu tenho plena clareza que o Estado constitucional é laico, uma laicidade clara, mas colaborativa que fomenta o diálogo construtivo entre o estado e todas as religiões em prol da fraternidade", disse o indicado de Lula ao STF.

Messias foi cobrado por parlamentares sobre o tema aborto

Messias também fez consideração sobre a cobrança de parlamentares a questões de costumes, como o "direito à vida".

"Sem discriminações o edifício Cristão também evoca a proteção irrestrita da família, a proteção integral das nossas crianças e adolescentes e a defesa da inviolabilidade do direito à vida claramente no artigo quinto caput da Constituição Federal", comentou.

A sabatina é conduzida pela CCJ do Senado.

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