ACORDO JUDICIAL

Deputado do PL faz acordo e vai devolver R$ 1,4 milhão por funcionárias fantasmas

Acordo com a PGR prevê devolução de recursos, multa e serviços comunitários após investigação sobre contratação irregular com verba pública.

Ipolítica, com informações do Estadão

Deputado do PL faz acordo com a PGR e devolverá R$ 1,4 milhão após investigação sobre funcionárias fantasmas. (Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

BRASIL - O deputado federal João Carlos Bacelar firmou um acordo com a Procuradoria-Geral da República e deverá devolver cerca de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos após investigação sobre a contratação de funcionárias fantasmas.

A decisão foi homologada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, suspendendo o andamento da ação penal de peculato até o cumprimento integral das condições estabelecidas.

Acordo prevê ressarcimento e medidas alternativas

O entendimento foi firmado por meio de um acordo de não persecução penal (ANPP), instrumento que permite a resolução do caso sem condenação criminal, desde que as condições impostas sejam cumpridas.

O deputado e uma das investigadas, Norma Suely da Silva, confessaram as irregularidades e se comprometeram a ressarcir integralmente os valores considerados indevidos, que somam R$ 1.312.618,09, a serem pagos em parcelas à União.

Além disso, o acordo estabelece:

  • Pagamento de multas individuais
  • Prestação de 280 horas de serviços comunitários
  • Cumprimento de outras medidas determinadas pela Justiça

Investigação apontou uso irregular de verba pública

A investigação apurou o pagamento de salários com recursos públicos a duas secretárias parlamentares que não exerciam atividades no gabinete.

De acordo com a acusação:

  • Uma das contratadas atuava como empregada doméstica do deputado
  • Outra integrava empresas ligadas ao parlamentar
  • Os salários eram pagos com verba pública

Segundo a PGR, esse tipo de prática, conhecido como “funcionário fantasma”, compromete a credibilidade das instituições e caracteriza um mecanismo de corrupção política.

Processo fica suspenso até cumprimento do acordo

Com a homologação pelo Supremo Tribunal Federal, o processo criminal fica suspenso até que todas as condições do acordo sejam cumpridas.

Caso isso ocorra:

  • Não haverá condenação penal
  • O processo será encerrado
  • As medidas terão caráter reparatório

O acordo de não persecução penal tem sido utilizado para garantir a devolução de recursos públicos e agilizar a resolução de processos judiciais.

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