Caso Ramagem

Senado convida diretor da PF para explicar prisão nos EUA

Comissão quer esclarecimentos sobre atuação de delegado e cooperação internacional após detenção de Ramagem nos Estados Unidos.

Ipolítica, com informações de O Globo

Senado convida diretor da PF para explicar caso Ramagem e atuação de delegado após prisão e reação dos Estados Unidos. (Divulgação)

BRASIL - A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, nesta terça-feira (28), convites para que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o delegado Marcelo Ivo de Carvalho prestem esclarecimentos sobre a detenção do ex-deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos.

O colegiado é presidido pelo senador Flávio Bolsonaro, e os requerimentos foram apresentados pelo senador Jorge Seif.

Convites não obrigam comparecimento

Por se tratar de convite — e não convocação —, os convidados não são obrigados a comparecer à comissão.

A intenção dos senadores é esclarecer:

  • A atuação da Polícia Federal no caso
  • O papel do delegado no exterior
  • A comunicação inicial sobre a prisão
  • Os procedimentos adotados pela corporação

Caso gerou reação dos Estados Unidos

O episódio ganhou repercussão após versões divergentes sobre a detenção.

Inicialmente, a Polícia Federal indicou que houve cooperação com autoridades americanas. No entanto, o governo dos Estados Unidos apontou tentativa de “manipulação” do sistema migratório e solicitou a retirada do delegado brasileiro do posto.

Marcelo Ivo atuava como oficial de ligação da PF em Miami, junto ao serviço de imigração americano.

Brasil adotou princípio da reciprocidade

Após a reação americana, o governo brasileiro decidiu aplicar o princípio da reciprocidade.

Com isso, um agente dos Estados Unidos que atuava na área de imigração no Brasil também foi retirado da função.

Detenção de Ramagem ocorreu por situação migratória

Alexandre Ramagem foi detido na Flórida por autoridades migratórias após ser identificado em situação irregular, já que é considerado foragido da Justiça brasileira.

Ele permaneceu sob custódia por dois dias e foi liberado por decisão administrativa, sem acusação criminal nos Estados Unidos.

Atualmente, aguarda a análise de um pedido de asilo no país.

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