eleições 2026

Zema nega ser vice de Flávio Bolsonaro e diz que manterá candidatura até o fim

Pré-candidato do Novo afirma que não abrirá mão da disputa presidencial e defende união da direita apenas em eventual segundo turno.

Ipolítica, com informações do g1

Zema nega ser vice de Flávio Bolsonaro e afirma que manterá candidatura à Presidência até o fim nas eleições de 2026. (Brenno Carvalho / Agência O Globo)

BRASIL - O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema afirmou nesta quinta-feira (16), em São Paulo, que não pretende abrir mão de sua candidatura para compor como vice do senador Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.

Durante evento em que apresentou diretrizes do plano de governo, Zema foi direto ao descartar a possibilidade e reforçou que seguirá na disputa até o fim.

Vou manter a pré-candidatura até o final. Porque nós temos propostas que a maioria da classe política tem pavor. Mas nós temos as propostas que o Brasil precisa. Entre os pré-candidatos, sou o único que já consertou as barbaridades do PT, porque assumi um estado arruinado e tenho esse diferencial”, declarou.

Estratégia para a direita

Apesar de rejeitar a composição como vice, Zema defendeu que múltiplas candidaturas no campo da direita podem ser estratégicas para levar a eleição ao segundo turno.

Segundo ele, em um eventual cenário contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a tendência é de união entre os candidatos.

O pré-candidato também afirmou que já conversou anteriormente com o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre o cenário eleitoral.

Propostas apresentadas

No evento, intitulado “O Brasil sem intocáveis”, Zema apresentou pontos centrais de seu plano de governo, com foco em reformas estruturais.

Entre as principais propostas defendidas estão:

  • Privatização de empresas estatais
  • Redução da maioridade penal para 16 anos
  • Criação de um modelo trabalhista paralelo à CLT
  • Integração entre políticas ambientais e agrícolas

A equipe econômica da pré-campanha também destacou a intenção de ampliar a atuação do setor privado na economia.

Salário e doações

Questionado sobre o aumento de cerca de 300% no próprio salário enquanto governador de Minas Gerais, em 2023, Zema minimizou o impacto e afirmou que não há benefício pessoal.

Segundo ele, os valores são integralmente doados.

Ganhar R$ 1, R$ 10 ou R$ 50 não faz diferença para mim. Nunca coloquei dinheiro no bolso”, disse, acrescentando que os recursos são destinados principalmente a instituições como Apaes.

Posição sobre anistia

Zema também reafirmou posicionamento favorável à anistia de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, indicando que a medida estaria entre as prioridades de governo caso seja eleito.

A declaração reforça o alinhamento do pré-candidato com pautas defendidas por setores da direita no país.

Cenário eleitoral

A fala ocorre em meio às articulações políticas para formação de chapas e alianças visando as eleições de 2026.

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