Fim da escala 6x1

Lula pede mobilização por fim da escala 6x1

Lula pede mobilização de centrais sindicais pelo fim da escala 6x1 após envio de projeto ao Congresso que reduz jornada de trabalho

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Lula pede mobilização por fim da escala 6x1 após envio de projeto ao Congresso (Valter Campanato/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O fim da escala 6x1 foi tema de mobilização defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta quarta-feira (15), durante encontro com representantes de centrais sindicais no Palácio do Planalto.

No dia seguinte ao envio ao Congresso do projeto que prevê redução da jornada semanal para no máximo 40 horas, Lula pediu pressão dos trabalhadores para garantir a aprovação da proposta.

Pressão por aprovação

Ao se dirigir aos dirigentes sindicais, o presidente afirmou que é necessário engajamento das categorias.

“Vocês não podem abdicar da sagrada responsabilidade de vocês de lutar pelos trabalhadores que vocês representam”, disse.

Segundo Lula, o momento exige esforço conjunto para que as propostas avancem no Congresso.

Origem da proposta

Durante o evento, o presidente homenageou o ativista Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho, que inspirou o projeto de redução de jornada.

Azevedo relatou que decidiu denunciar a escala 6x1 após sofrer burnout e depressão.

“Em 13 de setembro de 2023, eu falei: ‘chega’... Então eu postei um vídeo no TikTok revoltado e denunciando esse modelo de trabalho de seis dias consecutivos para apenas um dia de folga”, afirmou.

Críticas e cenário

Lula também criticou reformas anteriores, como a Trabalhista de 2017 e a da Previdência de 2019, que classificou como retrocessos.

Ele alertou ainda para propostas no exterior que ampliam jornadas de trabalho, citando mudanças recentes na Argentina.

Apoio das centrais

Representantes das centrais sindicais defenderam o fim da escala 6x1 e a redução da jornada.

O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Adilson Araújo, afirmou que a medida pode gerar milhões de empregos.

Já o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destacou que a pauta já está madura para ser implementada.

Impactos no trabalho

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, afirmou que as reivindicações apresentadas ao governo têm foco nos próximos cinco anos.

Segundo ele, mudanças tecnológicas, como a inteligência artificial, e questões ambientais devem impactar o mercado de trabalho.

Outros dirigentes também destacaram a necessidade de proteger trabalhadores por aplicativo e combater problemas sociais, como a violência contra mulheres.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.