acordo Brasil e EUA

Governo firma acordo com EUA para combater tráfico de armas e drogas

Parceria entre Receita Federal e agência americana prevê troca de dados e operações conjuntas.

Ipolítica, com informações do g1

Ministro da Fazenda, Dario Durigan. (Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)

BRASIL - O governo federal anunciou a conclusão de um acordo Brasil-EUA para combater tráfico de armas e drogas, por meio de parceria entre a Receita Federal e a agência de fronteiras dos Estados Unidos.

A iniciativa, chamada de Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), prevê integração de inteligência e realização de operações conjuntas para interceptar remessas ilegais de armamentos e entorpecentes.

Parceria prevê troca de informações sobre cargas

De acordo com o Ministério da Fazenda, o acordo inclui o compartilhamento de dados sobre contêineres enviados dos Estados Unidos ao Brasil, além de informações de inteligência.

Segundo o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, a atuação conjunta já apresenta resultados:

Foram interceptados em portos e aeroportos brasileiros cerca de meia tonelada de armas nos últimos doze meses, além de 1,5 tonelada de drogas”, afirmou.

As apreensões envolvem principalmente drogas sintéticas e haxixe.

Sistema “Desarma” amplia rastreamento

O acordo também prevê a implementação do sistema “Desarma”, ferramenta que permitirá o rastreamento internacional de armas e o compartilhamento de informações em tempo real.

O ministro Dario Durigan explicou como funcionará o mecanismo:

Se a prevenção não der conta de impedir [o envio de armas ao Brasil], dentro do ‘Desarma’ vai haver uma notificação de volta para as autoridades norte-americanas, identificando qual o tipo de arma, de onde chegou”, disse.

Segundo o governo, o sistema organizará dados como:

  • Tipo de material apreendido
  • Origem declarada
  • Informações logísticas da carga

Contexto envolve discussão nos EUA

O anúncio do acordo Brasil-EUA para combater tráfico de armas e drogas ocorre em meio à avaliação do governo americano sobre classificar facções brasileiras como organizações terroristas.

Entre os grupos citados estão o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Cooperação integra agenda bilateral

Segundo o governo, a parceria faz parte do diálogo entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, voltado ao enfrentamento do crime organizado transnacional.

A proposta é ampliar a capacidade de prevenção e fiscalização, com troca de informações e maior integração entre os dois países.

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