combate à violência doméstica

Lula sanciona pacote contra violência doméstica e cria crime de vicaricídio

Novas leis ampliam proteção às vítimas, tornam obrigatório uso de tornozeleira por agressores e endurecem penas.

Ipolítica, com informações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (Ricardo Stuckert / PR)

BRASIL - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), um pacote de leis voltado ao combate à violência doméstica, que inclui a criação do crime de vicaricídio e o endurecimento de medidas contra agressores.

As propostas haviam sido aprovadas pelo Congresso Nacional e fazem parte de um pacto entre os três Poderes para reforçar o enfrentamento à violência contra a mulher no país.

Novas regras ampliam proteção às vítimas

Entre as principais mudanças, está a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica por agressores em casos de risco à integridade física ou psicológica da vítima.

A nova legislação também prevê que a mulher receba um dispositivo de segurança para alertar sobre eventual aproximação do agressor.

Além disso:

  • Delegados poderão determinar o monitoramento eletrônico em cidades sem presença de juiz;
  • O descumprimento de medidas protetivas terá pena aumentada;
  • O uso da tornozeleira deixa de ser opcional e passa a ser medida obrigatória em situações de risco.

A mudança altera dispositivos já previstos na Lei Maria da Penha, ampliando o alcance das medidas protetivas.

Vicaricídio passa a ser crime específico

O pacote também cria o crime de vicaricídio, caracterizado quando o agressor mata filhos, parentes ou pessoas próximas da mulher com o objetivo de atingi-la emocionalmente.

A nova tipificação prevê:

  • Pena de 20 a 40 anos de reclusão;
  • Classificação como crime hediondo;
  • Possibilidade de aumento de pena em situações agravantes.

A pena pode ser ampliada se o crime for cometido:

  • Na presença da mulher;
  • Contra crianças, idosos ou pessoas com deficiência;
  • Em descumprimento de medida protetiva.

A medida segue a linha de endurecimento da legislação adotada anteriormente com a tipificação do feminicídio.

Data nacional amplia visibilidade do tema

Outra lei sancionada institui o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, a ser celebrado em 5 de setembro.

A iniciativa busca dar visibilidade a casos de violência em comunidades indígenas, onde muitas ocorrências ainda enfrentam dificuldades de investigação e acesso à justiça.

Contexto e objetivo das medidas

O pacote sancionado por Lula reforça a estratégia do governo federal de ampliar a proteção às vítimas e aumentar a responsabilização de agressores.

A proposta também busca adaptar a legislação às novas formas de violência doméstica e familiar, fortalecendo instrumentos de prevenção e resposta do Estado.

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