Crime

Bruno Mafra cancela turnê após condenação por estupro das próprias filhas

Tribunal mantém sentença de 32 anos em regime fechado.

Imirante.com

Cantor foi condenado por estupro de vulnerável continuado. (Foto: Victor Vidigal/g1)

PARÁ - O cantor Bruno Mafra anunciou o cancelamento da turnê “Bruno e Trio 2.0”, que teria início neste sábado (4), após a manutenção de sua condenação por estupro de vulnerável contra as próprias filhas. A decisão foi divulgada nas redes sociais na sexta-feira (3) e, segundo comunicado, não há previsão para retomada dos shows.

O primeiro show estava previsto para o município de Breves, no arquipélago do Marajó. De acordo com a equipe do artista, o cancelamento ocorreu por orientação da assessoria jurídica.

Justiça mantém condenação por crimes cometidos na infância das vítimas

A decisão ocorre após o Tribunal de Justiça do Estado do Pará manter, por unanimidade, a condenação do cantor por estupro de vulnerável continuado. Os crimes, segundo a denúncia, aconteceram entre 2007 e 2011, quando as vítimas tinham entre 5 e 9 anos de idade.

O caso veio à tona em 2019 e tramitou sob sigilo, tornando-se público após o julgamento em segunda instância, realizado no dia 26 de março pela 1ª Turma de Direito Penal.

Bruno Mafra foi condenado a 32 anos de prisão em regime inicial fechado, mas responde em liberdade. Em manifestações nas redes sociais, ele afirma ser inocente.

Depoimentos e provas sustentaram decisão judicial

Segundo a relatora do caso, a desembargadora Rosi Gomes, os relatos das vítimas foram considerados consistentes e detalharam episódios de abuso envolvendo manipulação psicológica, isolamento e atos libidinosos.

Os depoimentos foram corroborados por familiares, como mãe, avó e tio, além de laudo pericial que confirmou a materialidade dos crimes. O pedido de absolvição da defesa, baseado na alegação de insuficiência de provas, foi rejeitado.

Durante o julgamento, magistrados destacaram a gravidade e a recorrência de casos de violência sexual contra crianças no ambiente familiar, reforçando a importância de enfrentar esse tipo de crime.

Defesa afirma que vai recorrer e aponta irregularidades no processo

A decisão também seguiu entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que reconhece a palavra da vítima como elemento central em crimes sexuais.

Em nota, a defesa do cantor, representada pelo escritório Filipe Silveira, informou que o processo ainda está em curso e que pretende recorrer da decisão. Os advogados alegam possíveis violações ao devido processo legal e questionam a divulgação de informações de um caso que tramita sob sigilo.

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