Eleições 2026

Prazo para deixar cargos para disputar as eleições de 2026 termina em 4 de abril

Ministros, governadores e prefeitos devem deixar cargos até 4 de abril para disputar eleições; regra evita uso da máquina pública na campanha

Ipolítica, com informações do g1

Prazo para deixar cargos e disputar eleições de 2026 termina em 4 de abril; regra atinge ministros, governadores e prefeitos. (Foto: Roque de Sá/Agência Senado)

BRASÍLIA – Autoridades que pretendem disputar as eleições 2026 têm até o dia 4 de abril para deixar as funções atuais. A exigência vale para ministros, governadores e prefeitos que desejam concorrer a outros cargos no pleito de outubro.

Quem não cumprir o prazo pode ser considerado inelegível.

Regra da desincompatibilização

A exigência está prevista na legislação eleitoral e é conhecida como desincompatibilização. O objetivo é garantir equilíbrio na disputa, evitando o uso da estrutura pública em benefício de candidaturas.

No caso de chefes do Executivo, como presidente, governadores e prefeitos, a regra determina a saída do cargo até seis meses antes da eleição, marcada para 4 de outubro.

Quem pretende disputar a reeleição pode permanecer no cargo.

Mudanças no governo federal

O prazo já provoca mudanças no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com alterações na Esplanada dos Ministérios.

O Palácio do Planalto informou a realização de ao menos 14 trocas no primeiro escalão, com outras substituições ainda indefinidas, como no Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

A saída de ministros faz parte da estratégia política para as eleições e também altera a composição do governo.

Devem disputar governos

  • Fernando Haddad (PT), que já deixou o cargo e deve disputar o governo de São Paulo
  • Renan Filho (MDB), que deve disputar o governo de Alagoas

Devem disputar o Senado

  • Rui Costa (PT), pela Bahia
  • Gleisi Hoffmann (PT), pelo Paraná
  • Simone Tebet (PSB), por São Paulo
  • Marina Silva (Rede), por São Paulo
  • André Fufuca (PP), pelo Maranhão
  • Carlos Fávaro (PSD), por Mato Grosso
  • Waldez Góes (PDT), pelo Amapá

Devem disputar a Câmara dos Deputados

  • Silvio Costa Filho (Republicanos), por Pernambuco
  • Paulo Teixeira (PT), por São Paulo
  • Anielle Franco (PT), pelo Rio de Janeiro
  • Sônia Guajajara (PSOL), por São Paulo

Outros cargos

  • Macaé Evaristo (PT) deve disputar vaga na Assembleia de Minas Gerais
  • Geraldo Alckmin (PSB)deve permanecer na chapa com Lula
  • Camilo Santana (PT) deve atuar na campanha
  • Márcio França (PSB), Wolney Queiroz (PDT), Alexandre Silveira (PSD)e Luciana Santos (PCdoB) ainda avaliam se deixam o governo

O ministro Sidônio Palmeira deve deixar o cargo apenas no meio do ano para atuar como marqueteiro da campanha.

O que está em disputa

As eleições de outubro vão definir os principais cargos do país. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e, se necessário, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Estarão em disputa:

  • presidente e vice-presidente da República
  • governadores e vice-governadores
  • senadores
  • deputados federais
  • deputados estaduais
  • deputados distritais

Ao todo, serão escolhidos 27 governadores, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.

O prazo de desincompatibilização marca o início mais intenso das movimentações políticas e deve alterar o cenário nos governos federal, estaduais e municipais.

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