BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que o ambiente no Senado se tornou mais favorável para a aprovação da indicação de Jorge Messias ao STF, advogado-geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Apesar da avaliação positiva, o governo ainda não formalizou o envio da indicação ao Congresso.
Avaliação do governo
Segundo assessores, Lula entende que houve mudança no cenário político e que hoje há melhores condições para aprovação do nome de Jorge Messias.
O presidente já havia informado que enviaria a mensagem ao Senado na última terça-feira (31), mas o procedimento ainda não foi concluído. A formalização é necessária para que a análise tenha início na Casa.
Posição de Alcolumbre
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou ao governo que não atuará contra a indicação.
Embora não deva fazer campanha aberta a favor de Messias, Alcolumbre afirmou que tratará o processo de forma institucional e respeitando a prerrogativa do presidente da República de indicar ministros ao STF.
Articulação com senadores
A expectativa do governo é que Jorge Messias intensifique as conversas com parlamentares, incluindo integrantes da oposição que não o receberam anteriormente.
A estratégia é ampliar o apoio antes da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), prevista para ocorrer entre o fim de abril e o início de maio.
Vaga no Supremo
Messias foi escolhido para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso, que se aposentou da Corte.
A aprovação depende de maioria absoluta no Senado após a sabatina e votação em plenário.
Movimentações políticas
O cenário político também inclui a filiação do senador Rodrigo Pacheco ao PSB, movimento visto no Palácio do Planalto como positivo para a base governista.
A mudança pode indicar uma possível candidatura ao governo de Minas Gerais, fortalecendo um palanque para Lula em um dos maiores colégios eleitorais do país.
Disputas partidárias
Aliados de Pacheco afirmam que a filiação também reflete insatisfação com Gilberto Kassab (PSD), que decidiu apoiar o governador Mateus Simões (PSD) em Minas Gerais.
Segundo interlocutores, o senador ainda não definiu totalmente seus planos eleitorais, mas a mudança de partido já movimenta o cenário político no estado.
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