BRASIL - O diretor-geral da Polícia Federal do Brasil, Andrei Rodrigues, afirmou nesta segunda-feira (30) que a PF não atua de forma política e que a instituição tem sido alvo de ataques “covardes e vis”. A declaração foi feita durante evento em comemoração ao aniversário da corporação.
Segundo Rodrigues, as investigações conduzidas pela Polícia Federal seguem critérios técnicos e não sofrem interferência ideológica ou partidária.
PF não atua de forma política, reforça diretor-geral
Ao defender a atuação da instituição, o diretor destacou que não há direcionamento nas investigações e que a corporação mantém independência em suas ações.
“Não há favorecimento nem prejuízo a qualquer pessoa por motivos políticos ou ideológicos. A Polícia Federal não protege e nem persegue”, afirmou.
Ele também ressaltou que críticas à atuação da PF muitas vezes partem de grupos que não têm interesse em uma instituição forte.
Investigadores são alvo de ataques, diz comando
Durante o discurso, Andrei Rodrigues afirmou que o rigor das investigações tem provocado reações contra agentes responsáveis por casos sensíveis.
De acordo com ele, esses ataques têm sido:
- Direcionados a investigadores;
- Motivados por insatisfação com apurações;
- Marcados por críticas consideradas infundadas.
O diretor classificou essas ações como “covardes e vis”, embora não tenha detalhado episódios específicos.
Cooperação entre órgãos fortalece investigações
O diretor também destacou a importância da atuação conjunta com outras instituições públicas, citando parcerias com o Banco Central do Brasil em investigações recentes.
Entre os pontos ressaltados estão:
- Integração entre órgãos de controle;
- Troca de informações técnicas;
- Resultados mais eficazes no combate ao crime.
Segundo Rodrigues, essa cooperação é essencial para enfrentar crimes financeiros e organizações criminosas.
PF enfrenta perda de servidores
Outro ponto abordado foi a evasão de profissionais da corporação. De acordo com o diretor-geral, mais de 300 servidores deixaram a Polícia Federal nos últimos três anos.
Para enfrentar esse cenário, ele defendeu:
- Valorização das carreiras policiais;
- Melhoria nas condições de trabalho;
- Avanço no diálogo com o governo federal.
Governo deve discutir demandas da categoria
Segundo Rodrigues, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com representantes da categoria para discutir reivindicações ainda nesta segunda-feira.
A expectativa é de que o encontro trate de pautas salariais e estruturais da Polícia Federal.
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