Críticas a Israel

Brasil critica Israel por restrições religiosas no Santo Sepulcro

Itamaraty critica ação de Israel que impediu religiosos de acessar o Santo Sepulcro no Domingo de Ramos e aponta violação à liberdade de culto

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Brasil critica Israel por impedir acesso de religiosos ao Santo Sepulcro e aponta violação à liberdade de culto durante celebrações do Domingo de Ramos. (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

BRASÍLIA – O governo brasileiro criticou Israel neste domingo (29) após a polícia israelense impedir o acesso de religiosos católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, durante as celebrações do Domingo de Ramos.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que a ação contraria o princípio da liberdade de culto e classificou o episódio como grave. A posição reforça o posicionamento do Brasil em defesa do acesso a locais sagrados.

Restrição no Santo Sepulcro

De acordo com o Itamaraty, dois líderes religiosos foram impedidos de chegar ao templo: o cardeal Pierbattista Pizzaballa e o monsenhor Francesco Ielpo.

Eles seguiriam de forma privada, sem caráter de procissão, até a Igreja do Santo Sepulcro, onde celebrariam a missa do Domingo de Ramos.

O local é considerado um dos mais sagrados do cristianismo, por ser associado à crucificação e ressurreição de Jesus Cristo.

Nota do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores afirmou em nota que as restrições impostas por Israel vêm ocorrendo nas últimas semanas e atingem diferentes grupos religiosos.

Segundo o governo brasileiro, medidas semelhantes também afetaram fiéis muçulmanos na Esplanada das Mesquitas durante o Ramadã.

Na avaliação do Itamaraty, essas ações representam violação ao status histórico dos locais sagrados e ao direito de livre prática religiosa.

Na nota, o governo brasileiro também citou parecer da Corte Internacional de Justiça, de julho de 2024, que considera ilegal a presença contínua de Israel em territórios palestinos ocupados.

O documento afirma que Israel não tem legitimidade para exercer soberania sobre essas áreas, incluindo Jerusalém Oriental.

Posição do Brasil

O governo classificou os episódios recentes como de “extrema gravidade” e reiterou a defesa da liberdade religiosa e do respeito aos locais sagrados em Jerusalém.

A manifestação ocorre em meio a tensões recorrentes na região, especialmente durante períodos religiosos que reúnem fiéis de diferentes crenças.

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