PL Jovem

Réu por tentativa de homicídio assume presidência do PL Jovem em Sergipe

Nomeação de réu por tentativa de homicídio gera repercussão após caso de atropelamento durante manifestação política.

Ipolítica, com informações de O Globo

Réu por tentativa de homicídio assume PL Jovem em Sergipe após atropelamento de militante em manifestação. (Divulgação/Instagram)

BRASIL - O réu por tentativa de homicídio Flávio de Oliveira Rodrigues foi nomeado presidente do diretório do PL Jovem em Sergipe, decisão que gerou repercussão política. O caso está relacionado a um atropelamento ocorrido em 2024, durante uma manifestação em Aracaju.

Segundo as investigações, a vítima foi arrastada por cerca de dois quilômetros presa ao capô de um veículo e precisou passar por cirurgia após o episódio.

Nomeação no PL Jovem

A indicação foi anunciada pela vereadora Moana Valadares, presidente do diretório local do partido. Ela destacou a trajetória política de Flávio Rodrigues ao justificar a escolha.

De acordo com a parlamentar, o novo presidente do PL Jovem possui atuação nas pautas da direita e participação em mobilizações políticas.

Entenda o caso

O episódio ocorreu durante um ato de campanha da então candidata à prefeitura de Aracaju, Candisse Carvalho.

De acordo com o Ministério Público, há indícios de que o grupo no qual Flávio estava teria provocado tumulto na manifestação. A vítima, identificada como Charles Silva, atuava na organização do evento.

O caso foi encaminhado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o Ministério Público denunciou Flávio por tentativa de homicídio qualificado.

Versões apresentadas

Em manifestação pública, Flávio Rodrigues negou responsabilidade direta pelo atropelamento e afirmou que não conduzia o veículo no momento do ocorrido.

Não há nenhum impeditivo para que eu possa trabalhar. Tenho direito à presunção de inocência e não posso ser punido antes do julgamento.

Ele também afirmou confiar na Justiça para o esclarecimento dos fatos.

Já a então candidata Candisse Carvalho criticou o episódio e destacou a gravidade da situação.

Isso não é sobre política, é sobre humanidade.”

Investigação e andamento

O Ministério Público apontou a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade do crime, o que motivou o oferecimento da denúncia.

Até o momento, não há condenação no caso, e o processo segue em tramitação na Justiça.

O diretório nacional do partido e a seção estadual ainda não se manifestaram oficialmente sobre a nomeação.

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