ICMS

Boulos critica ICMS e diz que caminhoneiros não podem pagar por omissão de governadores

Boulos critica ICMS e diz que caminhoneiros não podem pagar por omissão de governadores; categoria promete pressionar o Congresso.

Ipolítica, com informações do g1

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol-SP). (Divulgação)

BRASIL - O ministro Guilherme Boulos afirmou nesta quarta-feira (25) que os caminhoneiros não devem arcar com os impactos da alta no preço dos combustíveis provocados pela “omissão” de governadores em relação ao ICMS.

A declaração foi feita após reunião com representantes da categoria no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro também contou com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Caminhoneiros descartam paralisação, mas prometem pressão

Apesar da insatisfação com o cenário, os caminhoneiros decidiram não realizar paralisações neste momento. No entanto, a categoria afirmou que vai intensificar a pressão sobre parlamentares no Congresso Nacional.

Segundo representantes do setor, a prioridade é garantir a manutenção das regras que asseguram o piso mínimo do frete.

Entre os principais pontos defendidos pelos caminhoneiros:

  • Cumprimento do piso mínimo do frete
  • Redução do impacto do ICMS no diesel
  • Maior fiscalização sobre contratantes
  • Combate à atuação de lobistas no Congresso

ICMS caminhoneiros e preço do diesel

O ICMS caminhoneiros voltou ao centro do debate com a alta recente no preço do diesel. De acordo com Boulos, o aumento foi impulsionado por fatores como especulação no setor de combustíveis e falta de adesão dos estados à proposta de redução do imposto.

O caminhoneiro não pode pagar o preço da ganância e da irresponsabilidade, nem da omissão de governadores em relação ao ICMS”, afirmou o ministro.

Nova medida endurece fiscalização do frete

Durante a reunião, o governo destacou a medida provisória publicada recentemente que amplia a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário.

A nova regra estabelece mudanças importantes:

  • Fiscalização passa a ocorrer já na contratação do frete
  • Obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT)
  • Integração com sistemas fiscais para controle em tempo real
  • Possibilidade de bloqueio de operações irregulares

Punições para descumprimento das regras

A medida também prevê sanções mais rígidas para quem descumprir a legislação. Entre as penalidades estão:

  • Multas que podem chegar a R$ 10 milhões
  • Suspensão ou cancelamento de registro de empresas
  • Proibição de atuação por até dois anos
  • Multa de R$ 10.500 por operação irregular

Além disso, plataformas digitais e intermediadores também poderão ser responsabilizados caso ofertem fretes abaixo do valor mínimo.

ICMS caminhoneiros segue como ponto de tensão

O debate sobre o ICMS caminhoneiros deve continuar nas próximas semanas, especialmente no Congresso Nacional, onde a categoria pretende atuar diretamente para garantir suas demandas.

A expectativa é de que o tema avance junto à análise da medida provisória, em meio à pressão política e econômica sobre o setor de transportes no país.

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