Segue no Hospital

Sônia Guajajara segue internada, com quadro estável e sem febre, diz InCor

Sônia Guajajara segue internada no InCor para investigação de infecção, com quadro estável e sem febre; ministra anunciou saída do cargo

Ipolítica, com informações do g1

Sônia Guajajara está internada no InCor com quadro estável e sem febre. Ministra anunciou que deixará o cargo para disputar eleição como deputada federal. (Bruno Peres / Agência Brasil)

SÃO PAULO – A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSOL), permanece internada no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor-HCFMUSP) para investigação de um quadro infeccioso.

Segundo a assessoria médica, ela apresenta quadro estável, sem febre desde domingo, e segue em observação para realização de novos exames nesta segunda-feira (23).

Estado de saúde

De acordo com o hospital, a ministra passou a noite bem e apresentou melhora nos exames.

Ela foi hospitalizada no sábado após apresentar mal-estar, febre alta e dor abdominal.

Nota divulgada nas redes sociais informa que a evolução clínica é favorável, com melhora dos sintomas e estabilidade dos sinais vitais.

O atendimento é conduzido pelo cardiologista Sérgio Timerman e pelo infectologista Rinaldo Focaccia Siciliano.

Ainda não há previsão de alta médica.

Saída do ministério

Antes da internação, Sônia Guajajara anunciou que deixará o cargo para disputar a reeleição como deputada federal por São Paulo.

Segundo a ministra, o último dia à frente da pasta deve ser 30 de março.

O secretário-executivo Eloy Terena deve assumir o comando do ministério.

Em entrevista, Sônia Guajajara afirmou que considera como principal legado a retomada das demarcações de terras indígenas.

“Eu acho que é a retomada da demarcação das terras indígenas e trazer a pauta indígena para a centralidade do debate público”.

Demarcações e impasse

A ministra também comentou as dificuldades enfrentadas durante o mandato, especialmente o impasse jurídico sobre o marco temporal.

O tema envolve divergência entre Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional sobre a demarcação de terras indígenas.

Segundo ela, a paralisação de processos gerou insegurança jurídica e atraso em políticas públicas.

Ministério criado em 2023

O Ministério dos Povos Indígenas foi criado no início do terceiro governo Lula, em janeiro de 2023.

A pasta passou a coordenar políticas de demarcação, proteção de povos isolados e garantia de direitos constitucionais de comunidades indígenas.

De acordo com o ministério, foram homologadas 20 terras indígenas nos últimos três anos, número superior ao registrado na década anterior.

Entre as áreas oficializadas estão territórios no Acre, Amazonas, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Pará.

O governo afirma que a retomada das demarcações foi uma das principais prioridades da gestão de Sônia Guajajara.

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