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Prisão de contador ligado a vazamentos é contestada no STF pela defesa

Prisão de contador ligado a vazamentos é questionada por advogados, que alegam participação reduzida e falta de acesso aos autos.

Ipolítica, com informações de O Globo

Vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. (Luiz Silveira / STF)

BRASIL - A prisão de contador ligado a vazamentos de dados sigilosos virou alvo de contestação no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Washington Travassos de Azevedo entrou com uma reclamação na Corte questionando a legalidade da detenção e a falta de acesso aos autos do processo.

Segundo os advogados, a prisão de contador ligado a vazamentos não se sustenta diante da suposta participação limitada do investigado no caso.

Defesa contesta prisão de contador ligado a vazamentos

A ação foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal e aponta possíveis irregularidades na condução do caso.

De acordo com a defesa:

  • Não houve acesso integral aos autos do processo
  • O investigado teria participação “diminuta” nos fatos
  • Não há ligação com organização criminosa

O advogado Eric Cwajgenbaum afirma que o contador colaborou com as investigações desde o início.

Depoimento à PF é usado como argumento

No depoimento à Polícia Federal, prestado no dia da prisão, Washington admitiu ter solicitado dados fiscais de dois CPFs por meio de um despachante.

Segundo ele, não sabia a quem pertenciam as informações no momento do pedido.

A defesa sustenta que esse fato reforça a tese de que a prisão de contador ligado a vazamentos é desproporcional, já que não haveria participação direta em um esquema maior.

Investigação aponta acesso a mais de 1,8 mil dados fiscais

A Procuradoria-Geral da República, no entanto, aponta que o contador teria ligação com um esquema de obtenção de dados fiscais de mais de 1,8 mil pessoas.

Entre os alvos estariam:

  • Autoridades públicas
  • Pessoas ligadas a ministros do STF
  • Familiares de integrantes da Corte

A PGR chegou a classificar Washington como um dos “mandantes” na cadeia de obtenção dessas informações.

Prisão foi determinada por Moraes

A prisão de contador ligado a vazamentos foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes no dia 13 de março.

A medida ocorreu após operação da Polícia Federal que investigava o vazamento de dados sigilosos, incluindo informações da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

O caso corre sob sigilo.

Defesa questiona manutenção da prisão

A defesa também questiona:

  • A permanência do contador preso por mais de uma semana
  • A transferência para unidades prisionais no Rio de Janeiro
  • A ausência de justificativas claras para a custódia

Inicialmente, havia determinação para envio ao presídio federal de Brasília, mas o investigado permaneceu no Rio e foi transferido posteriormente para o Complexo de Gericinó (Bangu).

Pedido ao STF busca garantir direito de defesa

A reclamação apresentada ao STF tem como objetivo assegurar o cumprimento de normas da própria Corte, como a Súmula Vinculante nº 14, que garante acesso da defesa aos elementos de prova.

Para os advogados, a prisão de contador ligado a vazamentos fere princípios básicos do direito de defesa e precisa ser reavaliada.

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