Caso Master

Lula diz que caso Master é “ovo da serpente” de Bolsonaro e Campos Neto

Lula diz que caso Master surgiu no governo Bolsonaro e na gestão Campos Neto no BC; presidente também falou sobre eleição, Alckmin e críticas à ONU.

Ipolítica, com informações do g1

Atualizada em 20/03/2026 às 09h10
Lula diz que caso Master começou no governo Bolsonaro e na gestão Campos Neto no BC; presidente também falou sobre eleições e conflitos internacionais. (Marcos Corrêa/PR)

SÃO PAULO – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o caso Master teve origem no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e na gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central. A declaração foi feita durante evento do PT que marcou o lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

Segundo Lula, a oposição tenta atribuir ao atual governo a responsabilidade pelas irregularidades envolvendo o banco.

Lula cita Bolsonaro e Campos Neto

Durante o discurso, Lula disse que o caso Master começou após decisões tomadas em 2019.

"Esse Banco Master é obra, é ovo da serpente do Bolsonaro e do Roberto Campos, ex-presidente do Banco Central. E nós não deixaremos pedra sob pedra para apurar tudo o que fizeram", afirmou.

O presidente também disse que houve tentativa de responsabilizar o PT pelo rombo ligado ao banco.

Segundo ele, o reconhecimento da instituição pelo Banco Central ocorreu na gestão anterior, após negativa anterior da autoridade monetária.

Investigações sobre o caso Master

O caso Master é alvo de diferentes investigações.

Entre as apurações estão:

  • tentativa de venda do banco ao Banco de Brasília (BRB)
  • suspeitas de fraudes financeiras envolvendo fundos de investimento
  • investigação sobre uso de influenciadores para atacar o Banco Central

O dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em março durante nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.

Eleições e papel de Alckmin

No mesmo evento, Lula falou sobre as eleições e disse que gostaria de ter Geraldo Alckmin novamente como vice.

Segundo o presidente, também existe a possibilidade de o vice disputar o Senado.

“Eu falei: companheiro Alckmin, o que você quer ser? Eu ficarei imensamente feliz em ter o Alckmin como vice outra vez”, declarou.

Lula afirmou que a decisão dependerá de conversas entre Alckmin e Fernando Haddad.

O presidente disse ainda que a eleição será importante para que a esquerda volte a ter força no Senado por São Paulo.

Críticas ao Conselho de Segurança da ONU

Durante o discurso, Lula voltou a criticar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.

"O Conselho de Segurança foi feito para manter a segurança no mundo, mas são os cinco que estão fazendo guerra", disse.

O presidente afirmou que pretende cobrar posicionamento dos países que integram o órgão, formado por Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia.

Lula também voltou a defender mudanças na estrutura do Conselho, argumentando que o modelo atual não representa o mundo contemporâneo e dificulta soluções diplomáticas.

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