BRASIL - A ex-assessora de Flávio Bolsonaro foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeita de participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao jogo do bicho. A acusação envolve Raimunda Veras Magalhães, mãe do miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020.
De acordo com o MPRJ, Raimunda teria atuado na movimentação e ocultação de valores oriundos das atividades ilegais comandadas pelo filho. As investigações apontam que o esquema movimentou mais de R$ 8,5 milhões em pouco mais de um ano.
Esquema de lavagem de dinheiro
Segundo o Grupo de Atuação Especializada no Crime Organizado (Gaeco), a atuação criminosa estava ligada à exploração do jogo do bicho na Zona Sul do Rio de Janeiro, especialmente em bairros como Copacabana.
As apurações indicam que Raimunda utilizava empreendimentos de fachada para:
- Receber valores ilícitos
- Movimentar recursos financeiros
- Ocultar a origem do dinheiro
O esquema teria ligação com o bicheiro Bernardo Bello, apontado como parceiro nas atividades ilegais.
Ligação com gabinete de Flávio Bolsonaro
Raimunda Veras Magalhães trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro entre 2016 e 2018, quando o parlamentar ainda era deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Antes disso, ela já havia atuado na Alerj a partir de 2015. Durante o período no gabinete, sua remuneração era de cerca de R$ 6,5 mil.
Ela foi exonerada em novembro de 2018, no contexto das investigações sobre supostas “rachadinhas” envolvendo assessores do então deputado.
Até o momento, Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre a nova denúncia.
Investigações e outros envolvidos
A denúncia faz parte de uma operação que inclui 19 pessoas. Entre os alvos também está a viúva de Adriano da Nóbrega, Julia Lotufo, suspeita de negociar bens ligados ao miliciano.
Segundo o Ministério Público:
- Foram expedidos 2 mandados de prisão
- Também houve 6 mandados de busca e apreensão
- Imóveis avaliados em cerca de R$ 3,5 milhões foram negociados
- As investigações foram divididas em três frentes:
- Lavagem de dinheiro do jogo do bicho
- Atuação da organização criminosa
- Ocultação de patrimônio
Caso das rachadinhas foi arquivado
O nome de Raimunda já havia surgido em investigações anteriores relacionadas ao chamado caso das “rachadinhas” no gabinete de Flávio Bolsonaro.
Na época, o Ministério Público apontou que parte dos salários de assessores era repassada ao ex-assessor Fabrício Queiroz.
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