Senado

Alcolumbre nega acordo sobre CPI do Master e chama Valdemar de mitômano

Presidente do Senado rebate fala de Valdemar Costa Neto sobre acordo envolvendo CPI do Master, critica vazamentos na CPMI do INSS e nega negociação sobre vetos.

Ipolítica, com informações do g1

Alcolumbre nega acordo para barrar CPI do Master, rebate Valdemar Costa Neto e critica vazamentos ligados à CPMI do INSS. (Celso Moura/Agência Senado)

BRASÍLIA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), negou nesta quarta-feira (18) que tenha feito qualquer acordo envolvendo a CPI do Master e reagiu às declarações do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, a quem chamou de “mitômano”.

Valdemar afirmou que Alcolumbre teria proposto um acordo para votar vetos presidenciais em troca da desistência da investigação sobre o Banco Master.

Alcolumbre nega acordo sobre CPI do Master

Segundo Alcolumbre, nunca houve negociação sobre a CPI do Master ou sobre a votação de vetos no Congresso.

"Fiquei estarrecido com as declarações do presidente do PL. Pessoas que se acham no direito de inventar coisas. O nome daquilo é mitômano. Eu nunca, nunca tratei com Valdemar em relação a este assunto da sessão do Congresso, vetos à dosimetria e Banco Master. Ainda não temos data para sessão do Congresso", afirmou.

A declaração de Valdemar foi dada em entrevista a um programa de TV no início do mês, mas voltou a circular nas redes sociais nos últimos dias.

Na ocasião, o dirigente do PL disse que a oposição teria sido procurada para um acordo envolvendo a derrubada de vetos presidenciais e a não instalação de uma comissão para investigar o banco.

“Eu tive uma proposta essa semana, mas eu não tenho como fazer. Eu falei com o Rogério Marinho: eles querem votar a dosimetria desde que não façam a CPI do Banco Master no Senado”, afirmou Valdemar.

Vetos e projeto da dosimetria

Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto conhecido como PL da dosimetria, que tratava da redução de penas para condenados por atos golpistas, incluindo os episódios de 8 de janeiro de 2023.

O veto pode ser mantido ou derrubado pelo Congresso, com necessidade de maioria absoluta nas duas Casas.

Resistência à CPI do Master nos bastidores

Nos bastidores, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), são apontados como contrários à instalação da CPI do Master.

Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, citam Motta como “amigo” e mencionam visitas à residência oficial do Senado, o que aumentou a pressão política pelo aprofundamento das investigações.

Aliados do presidente do Senado afirmam que ele considera que a criação de uma nova comissão poderia transformar o tema em palanque eleitoral.

Vazamentos na CPMI do INSS aumentam tensão

Alcolumbre também tem criticado a condução da CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), após vazamentos de informações pessoais de Daniel Vorcaro.

Por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, dados sigilosos deveriam ser analisados pela Polícia Federal antes de serem disponibilizados à comissão.

O vazamento ocorreu dias depois da liberação parcial das informações.

Nesta semana, Mendonça proibiu o acesso a novos dados armazenados na sala-cofre da CPMI, para preservar o sigilo do material.

PF detecta reinserção de dados no Senado

Durante cumprimento da decisão judicial, a Polícia Federal informou que identificou que arquivos do celular de Daniel Vorcaro foram novamente inseridos no sistema do Senado.

Segundo a corporação, a reintrodução ocorreu após solicitação da presidência da CPMI à empresa Apple.

"Durante a ação, foi constatada a reintrodução, no ambiente do Senado Federal, de dados anteriormente excluídos pela Polícia Federal. A medida decorreu de solicitação direta da Presidência da CPMI à empresa Apple", informou a PF.

Prorrogação da CPMI ainda será decidida

Nos bastidores, Alcolumbre tem afirmado que não pretende prorrogar a CPMI do INSS, cujo prazo termina no dia 28, mas que cumprirá eventual decisão do Supremo.

O pedido de prorrogação está sob relatoria do ministro André Mendonça, no STF.

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