Esquema no INSS

PF aponta deputada como articuladora de fraudes bilionárias

Maria Gorete Pereira é alvo de operação, usa tornozeleira eletrônica e é investigada por participação em fraudes que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

Ipolítica, com informações do g1

PF aponta deputada federal, Maria Gorete Pereira (MDB-CE), como articuladora de fraudes bilionárias. (Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

BRASIL - A Polícia Federal apontou a deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) como articuladora política de um esquema no INSS que teria provocado prejuízos bilionários a aposentados e pensionistas. A parlamentar foi alvo de operação nesta terça-feira (17) e passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação da Justiça.

Segundo as investigações, o esquema no INSS envolvia descontos irregulares em benefícios previdenciários entre 2019 e 2024, podendo chegar a R$ 6,3 bilhões.

Como funcionava o esquema no INSS

De acordo com a PF e a Controladoria-Geral da União (CGU), o esquema no INSS operava por meio de entidades associativas que realizavam descontos indevidos nos benefícios.

As apurações indicam que:

  • Havia pagamento de propina a servidores do INSS;
  • Empresas ligadas a investigados financiavam os repasses;
  • Entidades eram credenciadas para aplicar descontos em aposentadorias;
  • Beneficiários tinham valores retirados sem autorização.

A PF afirma que a deputada utilizava influência política para facilitar acordos e pressionar servidores públicos.

Indícios contra a deputada

Segundo relatório citado na decisão do ministro André Mendonça, há indícios de que Maria Gorete:

  • Atuava como intermediária junto a órgãos públicos;
  • Recebia valores por meio de empresas de fachada;
  • Mantinha contato direto com dirigentes do INSS;
  • Teria participação em planilhas de pagamento de propina.

Os investigadores também apontam que recursos desviados eram movimentados por empresas ligadas à parlamentar e familiares.

Prisões e outros envolvidos

Na operação, foram presos preventivamente:

  • Natjo de Lima Pinheiro, empresário;
  • Cecília Rodrigues Mota, advogada e ex-dirigente de associações.

As investigações ainda indicam repasses de cerca de R$ 4 milhões ao ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de Maria Gorete afirmou que a deputada não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não correspondem à realidade.

A parlamentar declarou confiança no devido processo legal e informou que sua equipe jurídica analisa a decisão judicial.

Medidas judiciais

Além do uso de tornozeleira eletrônica, a Justiça impôs restrições à deputada no âmbito da investigação do esquema no INSS.

O caso segue em apuração pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.

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