caso master

Zanin nega pedido para criação da CPI do Banco Master

Ministro do STF rejeitou ação apresentada por deputado que tentava obrigar a Câmara a instalar comissão para investigar fraudes no banco.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. (Rosinei Coutinho / SCO / STF)

BRASIL - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, negou nesta quinta-feira (12) um pedido para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar supostas fraudes no Banco Master.

A solicitação foi apresentada por meio de um mandado de segurança protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar argumentou que o requerimento para criação da CPI já havia cumprido os requisitos legais, incluindo a coleta de assinaturas de ao menos um terço dos deputados.

Segundo Rollemberg, haveria omissão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao não instalar a comissão.

Decisão cita falhas no pedido

Ao analisar o caso, Zanin apontou que o mandado de segurança apresenta falhas processuais que impedem a comprovação de omissão por parte da presidência da Câmara.

Na decisão, o ministro afirmou que as informações apresentadas não permitem concluir que houve resistência pessoal de Hugo Motta para criar a CPI.

“Há deficiências relevantes na instrução do mandado de segurança que sequer permitem aferir, neste momento, omissão ou resistência pessoal da autoridade”, afirmou o ministro na decisão.

Com isso, o pedido para determinar a criação da CPI do Banco Master foi rejeitado.

Toffoli se declarou suspeito

Antes da decisão de Zanin, o processo estava sob relatoria do ministro Dias Toffoli. No entanto, ele decidiu se declarar suspeito para analisar o caso.

A suspeição ocorreu após a Polícia Federal informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro mencionavam o ministro.

O aparelho foi apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado para investigar irregularidades relacionadas ao Banco Master.

Ligação com resort investigado

No mês passado, Toffoli também deixou a relatoria do inquérito que investiga as fraudes envolvendo o banco. A decisão ocorreu após a revelação de que o ministro é sócio do resort Tayayá, localizado no Paraná.

O empreendimento foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master e que também é alvo das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.