caso master

Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF provas sobre prisão do banqueiro

Advogados afirmam não ter acesso aos elementos que embasaram a prisão preventiva do dono do Banco Master na Operação Compliance Zero.

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Defesa de Daniel Vorcaro pede ao STF provas sobre prisão. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

BRASIL - A defesa de Daniel Vorcaro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que determine à Polícia Federal a apresentação das provas que fundamentaram a prisão de Daniel Vorcaro, executada na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero.

Segundo os advogados, eles não tiveram acesso prévio aos elementos que embasaram o pedido de prisão de Daniel Vorcaro, autorizado pelo ministro André Mendonça. O empresário é investigado por suposta participação em crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.

O pedido foi apresentado nesta quinta-feira (5) ao STF.

Defesa questiona mensagens e grupo citado na investigação

Em nota assinada pelo advogado Edson Gushiken, a defesa solicitou esclarecimentos sobre informações mencionadas na decisão que determinou a prisão de Daniel Vorcaro.

Entre os pontos questionados estão:

  • As datas das mensagens atribuídas ao banqueiro;
  • A existência do grupo de troca de mensagens chamado “A Turma”;
  • A confirmação de que Vorcaro participava desse grupo.

Os advogados também pediram detalhes sobre supostas invasões a sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdos em plataformas digitais.

Investigação cita pagamentos e estrutura de vigilância

A Polícia Federal aponta que o grupo investigado mantinha uma estrutura voltada à vigilância e intimidação de pessoas consideradas adversárias. Segundo os investigadores, os pagamentos dessa estrutura seriam realizados por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, também preso na operação.

Um dos supostos beneficiários seria Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, identificado nas mensagens como “Sicário”. De acordo com a investigação, ele receberia cerca de R$ 1 milhão por mês para executar atividades relacionadas ao monitoramento de pessoas e obtenção de informações sigilosas.

Preso tenta suicídio sob custódia da PF

Após ser preso, Mourão foi levado para a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Minas Gerais, em Belo Horizonte. Segundo a corporação, ele tentou tirar a própria vida ao se enforcar com uma camisa presa à grade da cela.

Policiais conseguiram reanimá-lo e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) o encaminhou para um hospital da capital mineira. Mourão segue internado em estado grave, com suspeita de morte cerebral.

Prisão de Daniel Vorcaro ocorre em nova fase da operação

A prisão de Daniel Vorcaro ocorre no avanço da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo instituições ligadas ao sistema financeiro.

O empresário já havia sido preso em novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Guarulhos, quando tentava deixar o país. Na ocasião, ele foi solto após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, que determinou o uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.

As investigações continuam em andamento e novas informações sobre a prisão de Daniel Vorcaro devem ser analisadas pelo STF nos próximos dias.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.