Menino de Presidente Dutra é internado pela 100ª vez ao lado do ursinho 'dodói' e ganha livro sobre sua história
Heytor nasceu em Presidente Dutra, no Maranhão, e aos oito meses começou o tratamento contra anemia falciforme.
PIAUÍ - O menino Heytor, de 11 anos, foi diagnosticado com anemia falciforme aos 15 dias de vida. Desde então, enfrentou 100 internações para realizar transfusões de sangue e encontrou em um simples bichinho de pelúcia, o "Dodói", a força necessária para enfrentar o a doença. Ele nasceu em Presidente Dutra e faz o tratamento no Piauí.
Heytor iniciou o tratamento contra a anemia falciforme em Teresina, aos oito meses de vida. Ele segue fazendo os acompanhamentos na capital a cada 15 dias.
Como forma de registrar a história do menino e o apoio do bichinho durante o tratamento, a psicóloga Regina Silva, a jornalista Deborah Duarte e o desing gráfico Ewerton Rocha, que compõem a equipe do hospital, escreveram o livro "Heytor, Dodói e a Magia da Coragem".
Livro sobre história de Heytor foi incentivado pela equipe de médicos
O projeto idealizado pela equipe multiprofissional da instituição de saúde, busca compartilhar com outras crianças a força que o Heytor tem durante todo o seu tratamento.
O menino ganhou Dodói da avó, logo ao iniciar o tratamento. Ao longo dos anos, outros bichinhos de pelúcia começaram a fazer companhia ao menino durante as internações, mas Dodói segue como o principal companheiro.
"Eu vejo ele como um irmão e um companheiro mesmo. Sempre nos momentos difíceis que estou aqui em Teresina, ele sempre tá do meu lado me dando esperança e força. Não me separo dele de jeito nenhum", contou o menino à TV Clube.
A mãe do menino foi encorajada a detalhar os dias de tratamento em cadernos. Daí, o nascimento do livro.
"Foram muitas furadas, muitas internações e o urso, como ele [Heytor] mesmo fala, passava uma segurança pra ele. A gente tenta levar isso com leveza, que eu acho que é isso que torna tudo melhor", disse Franciele.
Mãe relembra as cem internações que Heytor sofreu
Em trecho do livro referente à centésima internação do menino, a mãe agradeceu por ter conseguido retornar para casa com Heytor tantas vezes. "Saber que a gente veio 100 vezes e, nessas 100 vezes, conseguimos voltar pra casa bem e com muito amor", escreveu.
A publicação do livro, que tem 30 páginas, foi patrocinada pelo hospital responsável pelo tratamento do menino. Além da companhia nos momentos difíceis, o bichinho também esteve ao lado de Heytor na mesa de autógrafos, no lançamento.
O hematologista Dayrton Moreira destacou que Heytor possui um tipo mais grave da doença, o que pode indicar uma necessidade de transplante.
Médicos indicam transplante para tratar anemia falciforme
"O Heytor tem um tipo mais grave da anemia falciforme. Ele teve muito mais complicações da doença do que um paciente comum que possui a anemia. Ele é um paciente que já precisou retirar o baço e que precisa tomar sangue praticamente a cada 15 dias. Por ser uma forma mais grave, ele tem a indicação para fazer o transplante de medula óssea", explicou o médico.
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