conflito no Irã

Conflito no Oriente Médio: Celso Amorim diz que é preciso se preparar para o pior

Conflito no Oriente Médio se intensifica após ataques entre Irã, EUA e Israel; Celso Amorim alerta para risco de escalada.

Ipolítica, com informações do g1

Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República do Brasil, Celso Amorim. (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

BRASIL - O conflito no Oriente Médio entrou em nova fase de tensão após ofensivas militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Nesta segunda-feira (2), o assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que é preciso “se preparar para o pior” diante do risco de ampliação da crise na região.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews. Segundo Amorim, o agravamento do conflito no Oriente Médio pode gerar instabilidade regional e consequências imprevisíveis no cenário internacional.

“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, afirmou o embaixador.

Conflito no Oriente Médio pode se espalhar

Ao explicar o que considera “o pior”, Amorim citou a possibilidade de alastramento do conflito no Oriente Médio para outros países da região.

“O aumento vertiginoso das tensões tem grande potencial de alastramento”, declarou. Ele lembrou que o Irã historicamente fornece apoio a grupos armados em diferentes territórios, o que pode ampliar o alcance dos confrontos.

O atual cenário começou após ofensiva aérea realizada por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, sob a justificativa de neutralizar ameaças estratégicas e militares.

Em retaliação, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases norte-americanas em diversos pontos da região.

Morte de líder iraniano elevou tensão

O conflito no Oriente Médio se intensificou com a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Outras autoridades militares de alto escalão também morreram nos ataques.

A escalada provocou:

  • Centenas de mortes no Irã;
  • Fechamento do Estreito de Ormuz;
  • Ondas de ataques em diferentes países do Oriente Médio;
  • Alta preocupação nos mercados internacionais.

Repercussões diplomáticas

O conflito no Oriente Médio também pode impactar agendas diplomáticas e relações internacionais nas próximas semanas. Amorim afirmou que ainda conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar do tema.

Há previsão de encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda neste mês, em Washington. A reunião, segundo interlocutores, poderá ser influenciada pelo cenário internacional.

O Ministério das Relações Exteriores divulgou nota classificando a escalada como grave ameaça à paz e pediu a interrupção das ações militares na região.

Diante do atual cenário, o conflito no Oriente Médio permanece como um dos principais focos de tensão global, com potencial de provocar desdobramentos políticos, econômicos e militares nas próximas semanas.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.