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STF condena irmãos Brazão a 76 anos por assassinato de Marielle Franco

Primeira Turma fixa penas de até 76 anos e 3 meses e determina indenização de R$ 7 milhões às famílias das vítimas.

Ipolítica, com informações do g1

Chiquinho Brazão pede ao STF prisão domiciliar humanitária por problemas de saúde. (Reprodução/TV Câmara dos Deputados)

BRASIL - O Supremo Tribunal Federal condenou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão por planejarem e mandarem matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes, em março de 2018, no Rio de Janeiro. A decisão foi unânime na Primeira Turma da Corte.

Além das penas de prisão, os ministros fixaram R$ 7 milhões em indenizações às famílias das vítimas e determinaram a perda de cargos públicos dos condenados.

STF condena irmãos Brazão por duplo homicídio

O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pela condenação, sendo acompanhado por Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

As penas fixadas foram:

  • Domingos Inácio Brazão – 76 anos e 3 meses por duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada;
  • João Francisco Inácio Brazão (Chiquinho Brazão) – 76 anos e 3 meses pelos mesmos crimes;
  • Ronald Paulo Alves Pereira, major da PM – 56 anos por duplo homicídio e tentativa de homicídio;
  • Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, ex-chefe da Polícia Civil do RJ – 18 anos por corrupção passiva e obstrução de justiça;
  • Robson Calixto Fonseca, ex-assessor – 9 anos por organização criminosa.

Rivaldo Barbosa foi absolvido do crime de homicídio qualificado por “dúvida razoável”, mas condenado por atrapalhar as investigações.

Indenizações e perda de cargos

Os ministros determinaram o pagamento de R$ 7 milhões por danos morais:

  • R$ 1 milhão para a ex-assessora de Marielle, Fernanda Chaves, e sua filha;
  • R$ 3 milhões para a família de Marielle;
  • R$ 3 milhões para a família de Anderson Gomes.

Também foi decretada a perda de função pública de Domingos Brazão, Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto. Todos ficam inelegíveis.

Motivação política do crime

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o assassinato teve motivação política. A acusação apontou que a atuação de Marielle contrariava interesses ligados à regularização de áreas dominadas por milícias no Rio.

Em seu voto, Alexandre de Moraes afirmou que o crime reuniu motivação política, misoginia e racismo. Os demais ministros acompanharam integralmente o relator.

Cristiano Zanin destacou que a impunidade histórica de milícias contribuiu para o cenário do crime. Cármen Lúcia afirmou que o caso “feriu o Brasil inteiro”. Flávio Dino criticou falhas nas investigações iniciais.

Com a decisão, o STF conclui o julgamento dos apontados como mandantes de um dos crimes de maior repercussão política do país.

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