PL antifacção

Hugo Motta diz que momento “não é de confronto” sobre possíveis vetos de Lula ao PL Antifacção

Hugo Motta afirma que eventuais vetos de Luiz Inácio Lula da Silva são prerrogativa do Executivo; projeto endurece regras contra organizações criminosas

Ipolítica, com informações do g1

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). (Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

BRASIL - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quarta-feira (25) que eventuais vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto que endurece a legislação contra organizações criminosas não devem provocar confronto entre o Legislativo e o Executivo.

Segundo Motta, os vetos de Lula são uma prerrogativa constitucional do chefe do Executivo e, caso ocorram, serão analisados pelo Congresso com “muita tranquilidade”.

“O momento não é de confronto entre o Legislativo e o Executivo. O confronto, agora, tem que ser com o crime organizado”, declarou.

Projeto contra facções segue para sanção

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (24) o projeto que endurece a legislação contra organizações criminosas. A proposta, de autoria do Executivo, passou por mudanças durante a tramitação.

Na Casa, o texto foi relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP) e teve oito versões até a aprovação final.

De acordo com Motta, a proposta representa um marco no combate às facções criminosas.

“A sociedade cobra respostas duras no combate ao crime organizado e essa medida aprovada é a mais dura da história do Brasil nesse enfrentamento”, afirmou.

Entre os principais pontos do texto aprovado estão:

  • Novas tipificações criminais relacionadas a facções;
  • Ampliação de instrumentos de investigação;
  • Reforço nas medidas de repressão ao crime organizado.

O projeto agora aguarda a decisão do presidente Lula, que poderá sancionar integralmente ou vetar trechos da proposta.

PEC da Segurança deve ser votada na próxima semana

Motta também informou que a Câmara deve avançar na votação da chamada PEC da Segurança Pública.

A proposta foi enviada pelo governo federal ao Congresso em abril de 2025 e prevê:

  • Integração das forças de segurança pública;
  • Ampliação das competências da Polícia Federal (PF);
  • Mudanças na atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF);
  • Reformulação na gestão do sistema prisional.

A PEC é relatada pelo deputado Mendonça Filho (União-PE) e já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O texto ainda será analisado por comissão especial antes de seguir ao plenário.

Para ser aprovada, a proposta precisa do apoio de três quintos dos parlamentares, em dois turnos de votação na Câmara e no Senado.

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