Superior Tribunal de Justiça

Segunda vítima relata assédio sexual de Buzzi e diz que temia perder o emprego

Ex-secretária afirma que episódios ocorreram em 2023 no gabinete do STJ; Marco Buzzi nega as acusações e segue afastado por decisão unânime.

Ipolítica, com informações de O Globo

Atualizada em 12/02/2026 às 14h15
Vítima afirma que temia perder emprego após assédio de Buzzi. (Sergio Amaral/STJ)

BRASIL - Uma segunda mulher denunciou o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, por suposto assédio sexual. Em relato encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ex-funcionária afirmou que os episódios ocorreram de forma periódica em 2023, quando atuava como secretária terceirizada no gabinete do magistrado.

Segundo o depoimento, após as supostas investidas de Marco Buzzi, ela saía chorando do gabinete e, em algumas ocasiões, pedia ajuda a colegas de trabalho. A denunciante declarou que tinha medo de ficar desempregada e que, apesar de ter pensado em pedir demissão, precisava manter a função.

Marco Buzzi foi afastado provisoriamente pelo STJ, que decidiu de forma unânime pela medida. A investigação segue em curso e ainda não há acusação formal contra o ministro.

Relato da segunda vítima contra Marco Buzzi

De acordo com a denúncia apresentada à Corregedoria Nacional de Justiça, os episódios envolvendo Marco Buzzi teriam ocorrido durante o período em que a funcionária trabalhou no gabinete, ao longo de 2023.

No depoimento, a vítima afirmou:

  • Que as investidas eram recorrentes;
  • Que colegas presenciaram momentos em que ela deixava o gabinete chorando;
  • Que temia perder o emprego caso denunciasse os fatos;
  • Que cogitou pedir demissão, mas dependia do trabalho.

Até o momento, não há definição oficial sobre o enquadramento jurídico dessa segunda denúncia contra Marco Buzzi.

Defesa de Marco Buzzi

Procurado, Marco Buzzi não se manifestou especificamente sobre esse segundo caso. Após o afastamento, a defesa do ministro declarou que ele é inocente e classificou a decisão como desnecessária.

Em nota, os advogados afirmaram que não há “risco concreto à higidez procedimental da investigação” e ressaltaram que Marco Buzzi já estaria afastado para tratamento médico. A defesa também avaliou que a medida cria um “arriscado precedente de afastamento de magistrado antes do crivo do pleno contraditório”.

Afastamento decidido pelo STJ

Marco Buzzi foi afastado após sessão do plenário do STJ que decidiu, por unanimidade, pela medida cautelar. Segundo relatos de ministros, a sessão foi marcada por clima de indignação.

Trechos dos depoimentos das denunciantes foram lidos pelo ministro Francisco Falcão, integrante da comissão de sindicância instaurada para apurar o caso.

Enquanto estiver afastado, Marco Buzzi:

  • Não poderá utilizar o gabinete;
  • Ficará impedido de usar veículo oficial;
  • Não poderá exercer prerrogativas do cargo.

Apesar disso, continuará recebendo salário mensal de aproximadamente R$ 44 mil.

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