BRASIL - O governo Lula avalia envio de alimentos e remédios a Cuba em meio ao agravamento da crise energética e ao desabastecimento registrado na ilha caribenha. A possibilidade de apoio humanitário está em análise no Palácio do Planalto, mas ainda não há definição sobre formato, volume ou data para eventual envio.
Interlocutores em Brasília afirmam que a situação em Cuba piorou nos últimos meses, especialmente com a escassez de combustível, que tem provocado racionamentos de energia e afetado o transporte de mercadorias e passageiros. A medida é tratada internamente como uma ação de caráter humanitário.
Crise energética agrava situação em Cuba
A crise energética em Cuba tem sido intensificada por restrições no fornecimento de petróleo. O bloqueio ao envio de óleo à ilha e a ameaça de tarifas a países que mantenham o fornecimento têm impactado diretamente o abastecimento interno.
Entre os principais efeitos da crise estão:
- Racionamento de energia elétrica;
- Cancelamento de voos por falta de combustível;
- Dificuldades no transporte de mercadorias;
- Escassez de alimentos e medicamentos.
A falta de combustível compromete, principalmente, o transporte marítimo, responsável por grande parte da chegada de produtos essenciais ao país.
Envio de alimentos e remédios a Cuba está em estudo
O governo Lula avalia envio de alimentos e remédios a Cuba como forma de mitigar os efeitos mais imediatos da crise, especialmente nas áreas de saúde e abastecimento alimentar. A iniciativa seguiria linha semelhante à adotada por outros países da América Latina diante do agravamento do quadro humanitário.
Segundo fontes do governo, a prioridade é garantir apoio emergencial caso a situação continue se deteriorando. Ainda assim, qualquer anúncio é considerado prematuro.
Atualmente, cerca de 150 brasileiros residem em Cuba, e a Embaixada do Brasil em Havana acompanha diariamente os relatos sobre as dificuldades enfrentadas pela população local.
Tema pode entrar na pauta de reunião entre Lula e Trump
A situação de Cuba deverá ser tratada na reunião prevista entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para o próximo mês, em Washington.
De acordo com interlocutores, a forma como o tema será abordado dependerá da evolução do cenário na ilha. O governo Lula avalia envio de alimentos e remédios a Cuba, mas também considera o contexto diplomático e as possíveis repercussões internacionais da decisão.
Integrantes do Executivo destacam que a preocupação central é humanitária, diante do agravamento das dificuldades relacionadas ao fornecimento de energia, alimentos e medicamentos para os cerca de 11 milhões de habitantes do país caribenho.
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