BRASIL - Mesmo mantendo espaço no governo federal, o PP prioriza a derrubada do veto de Lula a um projeto de regularização fundiária na faixa de fronteira como uma de suas primeiras pautas na retomada dos trabalhos do Congresso Nacional. A estratégia reforça o distanciamento político da legenda em relação ao Palácio do Planalto.
A posição foi reafirmada pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que classificou o veto presidencial como injusto e prejudicial a milhares de pequenos produtores rurais. Segundo a parlamentar, a decisão do Executivo ignora um acordo construído no Parlamento com ampla maioria.
“Trata-se de uma medida irracional, que cria insegurança jurídica e trava o desenvolvimento do campo. Já vencemos essa luta no Legislativo e vamos vencer novamente ao derrubar o veto”, afirmou a senadora.
Regularização fundiária mobiliza bancada do PP
A proposta vetada por Lula trata da regularização fundiária em áreas de fronteira, tema considerado estratégico pela bancada do PP, especialmente em regiões com forte presença do agronegócio e do interior do país.
De acordo com a senadora, a regularização é vista como essencial para garantir:
- segurança jurídica aos produtores;
- acesso a crédito rural;
- estímulo a investimentos no campo;
- estabilidade econômica para pequenos proprietários.
A mobilização do partido ocorre em um momento de reorganização política da legenda no Congresso.
PP mantém cargos no governo, apesar de rompimento político
A ofensiva contra o veto ocorre mesmo com o PP ainda mantendo filiados em cargos estratégicos no Executivo. Em setembro de 2025, a federação formada por PP e União Brasil anunciou oficialmente a saída da base aliada do governo Lula.
Na ocasião, os presidentes das legendas, Ciro Nogueira (PP-PI) e Antônio Rueda (União Brasil), determinaram que parlamentares com mandato deixassem cargos no governo federal, incluindo ministérios.
Desembarque parcial na Esplanada
Apesar da decisão formal, o desembarque do governo tem sido parcial. O PP segue com o deputado federal licenciado André Fufuca no comando do Ministério do Esporte. A permanência levou o partido a afastá-lo de funções internas, como a vice-presidência nacional e o comando do diretório no Maranhão, mas sem exigir sua saída da legenda.
Além disso, levantamento divulgado anteriormente aponta que dezenas de filiados da federação ainda ocupam cargos em órgãos ligados ao governo federal.
Com a priorização da derrubada do veto de Lula, o PP sinaliza que, mesmo mantendo espaço institucional, aposta em uma atuação mais independente e alinhada a pautas com forte apelo eleitoral no Congresso.
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