conferência em Israel

Flávio Bolsonaro diz que Lula é antissemita durante conferência em Israel

Senador faz críticas ao presidente durante conferência em Israel, defende alinhamento com o país e afirma que Brasil seguirá acordos internacionais se for eleito.

Ipolítica, com informações do Estadão

O senador Flávio Bolsonaro com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu durante uma conferência em Israel (Divulgação)

BRASIL - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta terça-feira (27), durante uma conferência em Israel, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é antissemita. A declaração foi feita na Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, realizada em Jerusalém, e incluiu críticas à política externa brasileira e elogios à atuação internacional dos Estados Unidos.

Pré-candidato à Presidência da República, Flávio disse que as críticas ao chefe do Executivo não são retóricas. Segundo ele, as posições adotadas por Lula colocariam o Brasil ao lado de países que, em sua avaliação, deixam de combater o terrorismo.

Críticas à política externa do governo Lula

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que Lula deixou de condenar o Hamas em episódios recentes para direcionar críticas a Israel. Para o senador, essa postura compromete a imagem internacional do Brasil.

O parlamentar também citou o assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, apontado por ele como principal formulador da política externa do governo. Flávio afirmou que Amorim escreveu o prefácio de uma obra que, segundo sua avaliação, trata o Hamas como um grupo político legítimo.

Alinhamento com Israel e discurso eleitoral

Ao se apresentar não apenas como senador, mas como candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro afirmou que, caso seja eleito, o Brasil adotará um alinhamento claro com Israel.

“Israel está na linha de frente da democracia contra a barbárie. O Brasil deve estar ao lado de Israel, dos judeus e das democracias que lutam contra o terrorismo”, declarou.

Em crítica indireta ao atual presidente, o senador afirmou que o próximo chefe do Executivo brasileiro não será persona non grata em Israel e destacou valores comuns entre os dois países, como democracia, liberdade e respeito à vida.

Contexto diplomático

Em 2024, o então ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, declarou que Lula seria considerado persona non grata no país até que se retratasse por declarações em que comparou a ofensiva israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus promovido pela Alemanha nazista durante o regime de Adolf Hitler.

Flávio afirmou que o Brasil já teve um histórico de cooperação com Israel no combate ao terrorismo, mas que esse legado teria sido abandonado. Segundo ele, o antissemitismo representa atualmente uma ameaça global.

Elogios aos EUA e a Javier Milei

O senador também elogiou a atuação internacional dos Estados Unidos, afirmando que o país construiu um novo modelo de cooperação global. Além disso, destacou acordos liderados pelo presidente da Argentina, Javier Milei, classificados por Flávio como históricos.

Segundo o parlamentar, caso seja eleito presidente, o Brasil deverá aderir formalmente a esses acordos a partir de 2027.

Encontro com Netanyahu

Flávio Bolsonaro e o irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), se encontraram na noite de segunda-feira (26) com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu. O encontro foi divulgado nas redes sociais pelos parlamentares.

Flávio afirmou que foi uma honra participar da conferência e dialogar com autoridades que, segundo ele, defendem valores como vida, liberdade e verdade.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.