Segurança Pública

Lula cita caso Master e defende PEC da Segurança Pública

Presidente afirma que governo vive “bom momento” no combate ao crime organizado e defende maior articulação da União no setor

Ipolítica, com informações da Agência Brasil

Segundo Lula, o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado e avançar sobre estruturas que lucram com práticas ilegais (Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (15), que a política de segurança pública do governo vive um “bom momento” e destacou ações recentes de combate ao crime organizado, ao defender a PEC da Segurança Pública, que tramita na Câmara dos Deputados. A declaração foi feita durante a posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, em cerimônia reservada no Palácio do Planalto.

No discurso, Lula citou investigações envolvendo desvios no caso Banco Master, além da Operação Carbono Oculto, que apura fraudes fiscais e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis, e ações de repressão ao contrabando de combustíveis.

“Nós nunca estivemos tão perto e nunca tivemos tanta oportunidade, tanta chance de chegar ao andar de cima da corrupção e do crime organizado nesse país como agora”, afirmou o presidente, ao listar operações conduzidas pela Polícia Federal em parceria com outros órgãos.

Segundo Lula, o Estado brasileiro vai derrotar o crime organizado e avançar sobre estruturas que lucram com práticas ilegais. O presidente também criticou estratégias que se limitam ao confronto em áreas pobres.

“Não é apenas ficar prendendo o pobre. Vai chegar na cobertura e saber quem é efetivamente responsável, quem ganha dinheiro, quem não paga imposto, quem sonega neste país”, disse.

Defesa da PEC da Segurança Pública

Durante a cerimônia, Lula voltou a defender a PEC da Segurança Pública, que pretende definir com mais clareza o papel da União no setor. Segundo o presidente, a Constituição de 1988 transferiu aos estados grande parte da responsabilidade pela segurança, e a proposta busca estabelecer como o governo federal pode atuar de forma mais efetiva.

“O que não é só transferência de dinheiro. É qual é a ação da Polícia Federal, qual é a ação da Guarda Nacional que nós temos que criar com muita força, qual é a ação da Polícia Rodoviária Federal, qual é o papel de cada um”, afirmou.

Posse do novo ministro

Após a posse, Wellington Lima e Silva afirmou que acredita no avanço da PEC no Congresso Nacional, mesmo sem o governo contar com ampla base de apoio. Segundo ele, o Executivo fará esforço para que o texto final da proposta esteja alinhado com o interesse público.

O ministro também disse que irá conversar com os secretários da pasta para avaliar a permanência ou eventual substituição de integrantes da equipe. De acordo com Wellington Lima e Silva, o presidente Lula deu liberdade total para a montagem dos principais cargos do ministério.

Os atuais diretores-gerais da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, segundo o ministro, permanecerão nos cargos.

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