Carga de LSD é apreendida em Brasília

G1

Atualizada em 27/03/2022 às 13h55

BRASÍLIA - A Polícia Federal prendeu neste sábado (22), no Aeroporto Internacional Jucelino Kubitschek, em Brasília, uma mulher de 25 anos, portando 504 unidades de LSD. A droga estava na bolsa dela e seria distribuída na própria capital federal.

O LSD é uma droga sintética com efeitos alucinógenos. O material estava acondicionado em folhas de papel, protegidas por um saco plástico. A mulher embarcou no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

A mulher, sem antecedentes criminais, não teve o nome revelado porque a PF continua investigando o caso, em busca do receptador da droga. Ela foi presa em flagrante por tráfico de entorpecentes, crime com pena que varia entre cinco e 15 anos de prisão, e presta depoimento na sede da Superintendência da Polícia Federal de Brasília. O caso está sob responsabilidade do delegado Otávio Fernandes.

Histórico

No dia 29 de agosto, a Polícia Civil de Brasília fez a segunda maior apreensão da droga no país nos últimos 12 anos. O material estava numa sala de um prédio no Lago Norte, bairro nobre da capital. Com os traficantes, a polícia apreendeu balanças de precisão, 98 bolinhas de haxixe, um tijolo de maconha, 550 comprimidos de ecstasy e 9.020 micropontos de LSD. Também havia cristais de MDMA, mesmo princípio ativo do ecstasy.

O responsável por guardar os produtos era Rodrigo Alvares dos Prazeres, funcionário da Câmara dos Deputados. Segundo a polícia, o chefe da quadrilha era o promotor de eventos Daniel Cavalcante Gauche, conhecido como Danielzinho.

Também foram presos Hélio Antonio Pereira de Vasconcelos, funcionário do Ministério das Comunicações; Sérgio Alessandro Fernandes Mota, que trabalha na Universidade de Brasília (UnB), e Wellington José Borges Filho, morador de Sobradinho, cidade a 35 km de Brasília.

Investigação

A quadrilha vinha sendo investigada desde janeiro. A polícia acredita que o grupo era responsável por quase 85% da droga sintética vendida no Distrito Federal. Os traficantes atuavam principalmente em festas. Segundo o delegado responsável pelo caso, João Emilio Oliveira, os três funcionários públicos faziam as entregas no horário de trabalho.

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