Feira em Brasília atrai músicos independentes e discute incentivo à cultura

Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 14h02

BRASÍLIA - Debates e 31 espetáculos marcaram a realização da Feira da Música Independente (FMI), encerrada ontem (5) em Brasília. No encontro, músicos de selos não tradicionais de todo o país, e também estrangeiros, trocaram experiências e comercializaram discos – logo após um dos shows, mais de 200 CDs foram vendidos em menos de uma hora, segundo a organização da feira.

Em entrevista à TV Nacional, o vice-presidente da Associação Brasileira da Música Independente (ABMI), João Moreirão, disse que a comercialização dos produtos e a falta de visibilidade são os problemas enfrentados pela classe.

"Cerca de 85% da produção nacional de música não alcançam os habitantes do país, por estarem fora do circuito e não tocarem nas rádios", lembrou.

Moreirão destacou ainda os debates realizados desde quarta-feira (2) sobre leis de incentivo à cultura, produção de eventos e sobre como redigir um projeto.

Para o pianista Rênio Quintas, os músicos brasileiros têm talento e criatividade, mas enfrentam "um muro muito grande todos os dias". Também em entrevista à TV Nacional, ele lembrou a falta de espaço nas grandes gravadoras e disse ver na Feira uma possibilidade de dar maior exposição à produção desses músicos.

“Os artistas brasileiros são essa coisa linda, têm energia, mesmo com o boicote das grandes gravadoras. Novos e velhos, eles insistem em fazer música e não se rendem", disse.

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