BRASÍLIA - Um plano emergencial para melhorar a qualidade de vida de crianças que moram no semi-árido brasileiro está sendo discutido e elaborado, em um encontro que acontece em Recife (PE), por representantes da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A idéia é discutir ações que possam combater a exploração sexual, o trabalho infantil e a evasão escolar.
De acordo com dados do Unicef, mais de 350 mil crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos que vivem na região não freqüentam a escola. Quase metade dos jovens do semi-árido (cerca de 42%) não tem acesso à água tratada, e a renda das famílias é menor que meio salário mínimo por mês, o que pode incentivar o trabalho infantil e a exploração sexual de menores na região formada pelos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais e Espírito Santo.
O plano emergencial também prevê que técnicos da Defesa Civil e do Unicef façam campanhas educativas e de orientação nas comunidades para que as famílias em situação de risco possam elaborar projetos de auto-proteção.
De acordo com a gerente de prevenção da Sedec, Daniela da Cunha Lopes, o plano deve entrar em vigor em 2007, com o objetivo de garantir a proteção dessas crianças. Ela avalia que campanhas educativas e de orientação das famílias são importantes para a prevenção de problemas como a exploração sexual e da exploração mão-de-obra.
“A partir do momento que você informa as pessoas o resultado é imediato e a médio e longo prazo temos uma mudança cultural”.
O encontro, que termina hoje (1º), deve resultar na formulação de um plano para a execução de ações emergenciais. Os participantes vão definir como agir em cada estado, de acordo com os problemas apresentados em cada um deles.
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