Brasília - Pesquisadores, nutricionistas e representantes do Ministério da Saúde começaram a se reunir nessa sexta-feira (6) com o objetivo de elaborar uma nova lista de produtos para a merenda escolar oferecida em todo Brasil.
De acordo com a coordenadora do Grupo de Trabalho da Lista de Alimentos Básicos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Raquel Teixeira, o primeiro passo é definir o conceito de alimentos básicos, para só depois fazer a classificação dos produtos que devem fazer parte da lista da merenda.
“Não temos uma definição clara do que são esses alimentos. E por isso temos dificuldades em orientar os nutricionistas. Desta forma, houve a necessidade de criar um grupo para definir esse conceito e, assim, conseguir classificar esses alimentos”, explicou a coordenadora.
Segundo ela, a resolução (15/2000) que regulamentava a lista de alimentos básicos não tinha rigor técnico e nem a definição do conceito. “A resolução foi revogada porque sem uma definição correta para o que seriam os alimentos básicos, as escolas e creches acabavam comprando outros tipos de mantimentos, como biscoitos recheados, o que fugia do objetivo da merenda”, esclareceu.
Os alimentos básicos são divididos em in-natura e semi-elaborados. De acordo com Raquel Teixeira, o primeiro grupo é constituído de frutas, verduras e hortaliças e o segundo grupo se mantém sem definição estabelecida. Ela informou que a conceituação dos semi-elaborados também está prevista na pauta das reuniões.
Outra preocupação para mudar a lista da merenda é inserir produtos e preferências regionais no cardápio das escolas. A farinha de pupunha, por exemplo, é muito utilizada na região Norte, e o feijão de corda e o tamarindo no Nordeste.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar repassa recursos para garantir uma alimentação saudável aos alunos da educação infantil (creches e pré-escola) e do ensino fundamental. O programa inclui ainda escolas de comunidades pobres como as indígenas e quilombolas.
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