BRASĂLIA - O lĂder do governo na CĂąmara dos Deputados, Beto Albuquerque (PSBâRS), disse que o governo deve vetar novamente o reajuste de 16,6% a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso o Congresso Nacional derrube o veto do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva. O reajuste seria aplicado aos aposentados que ganham mais de um salĂĄrio mĂnimo.
"O governo estĂĄ trabalhando dentro dos seus limites e ninguĂ©m mais que o governo, numa hora dessas, adoraria dar 16%, 20% [de aumento]. Agora Ă© preciso ter compreensĂŁo das necessidades de recuperação da responsabilidade fiscal", afirmou. "Acho que a sociedade brasileira sabe dos desejos histĂłricos em muitas causas, mas compreendeu hĂĄ muito tempo que esse paĂs tem que ter responsabilidade fiscal", acrescentou, apĂłs a reuniĂŁo com o ministro das RelaçÔes Institucionais, Tarso Genro.
Segundo Albuquerque, com a nova anålise pelo Congresso, o presidente não terå condiçÔes de vetar apenas a elevação do reajuste proposto pelos parlamentares. Lula teria que vetar também o aumento de 5%, previsto na Medida Provisória (MP) 291, publicada hoje no Diårio Oficial da União.
âEssa MP Ă© diferente da que aumentava o salĂĄrio mĂnimo. A mudança de Ăndice nesta Medida ProvisĂłria pode significar um novo veto, em que venha a ser necessĂĄrio retirar os 5%. Pode ser pouco, mas sĂŁo 5%".
O deputado disse que o presidente deve vetar tambĂ©m as emendas Ă MP que trata do emprego domĂ©stico. O texto, aprovado no Congresso, obriga o empregador a recolher o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados domĂ©sticos a uma alĂquota de 8% do salĂĄrio. O empregador tambĂ©m deve pagar multa de 40% do saldo do FGTS em caso de demissĂŁo sem justa causa.
De acordo com Albuquerque, essas medidas incentivam a informalidade. Atualmente, cerca de 6,7 milhĂ”es de pessoas sĂŁo trabalhadores domĂ©sticos e aproximadamente 5 milhĂ”es nĂŁo tĂȘm carteira de trabalho assinada, de acordo com o deputado.
O governo deve manter apenas a proposta original, de possibilitar que os patrÔes deduzam no Imposto de Renda o recolhimento previdenciårio.
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