Deputado diz que governo deve vetar novamente reajuste de 16,6% a aposentados

AgĂȘncia Brasil

Atualizada em 27/03/2022 Ă s 14h20

BRASÍLIA - O líder do governo na Cñmara dos Deputados, Beto Albuquerque (PSB–RS), disse que o governo deve vetar novamente o reajuste de 16,6% a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso o Congresso Nacional derrube o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O reajuste seria aplicado aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo.

"O governo estå trabalhando dentro dos seus limites e ninguém mais que o governo, numa hora dessas, adoraria dar 16%, 20% [de aumento]. Agora é preciso ter compreensão das necessidades de recuperação da responsabilidade fiscal", afirmou. "Acho que a sociedade brasileira sabe dos desejos históricos em muitas causas, mas compreendeu hå muito tempo que esse país tem que ter responsabilidade fiscal", acrescentou, após a reunião com o ministro das RelaçÔes Institucionais, Tarso Genro.

Segundo Albuquerque, com a nova anålise pelo Congresso, o presidente não terå condiçÔes de vetar apenas a elevação do reajuste proposto pelos parlamentares. Lula teria que vetar também o aumento de 5%, previsto na Medida Provisória (MP) 291, publicada hoje no Diårio Oficial da União.

“Essa MP Ă© diferente da que aumentava o salĂĄrio mĂ­nimo. A mudança de Ă­ndice nesta Medida ProvisĂłria pode significar um novo veto, em que venha a ser necessĂĄrio retirar os 5%. Pode ser pouco, mas sĂŁo 5%".

O deputado disse que o presidente deve vetar também as emendas à MP que trata do emprego doméstico. O texto, aprovado no Congresso, obriga o empregador a recolher o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) dos empregados domésticos a uma alíquota de 8% do salårio. O empregador também deve pagar multa de 40% do saldo do FGTS em caso de demissão sem justa causa.

De acordo com Albuquerque, essas medidas incentivam a informalidade. Atualmente, cerca de 6,7 milhĂ”es de pessoas sĂŁo trabalhadores domĂ©sticos e aproximadamente 5 milhĂ”es nĂŁo tĂȘm carteira de trabalho assinada, de acordo com o deputado.

O governo deve manter apenas a proposta original, de possibilitar que os patrÔes deduzam no Imposto de Renda o recolhimento previdenciårio.

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