Palocci será ouvido em Brasília sobre inquérito de Ribeirão

Atualizada em 27/03/2022 às 14h24

SÃO PAULO - O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci será ouvido em Brasília na quarta ou quinta-feira da próxima semana sobre o inquérito que investiga irregularidades no sistema de limpeza pública de Ribeirão Preto (SP), onde foi prefeito por duas gestões.

A data definitiva da audiência deve ser divulgada nesta quinta-feira pelo delegado seccional de Ribeirão Preto, Benedito Antônio Valencise, que preside o inquérito, após Palocci ser consultado por seu advogado, José Roberto Batochio.

Outra decisão tomada pelo delegado após a reunião com o advogado, na tarde desta quarta-feira em Ribeirão Preto, foi que o ex-ministro não será ouvido em casa, como aconteceu no inquérito da Polícia Federal que investiga a quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa.

A audiência será em alguma instalação da Polícia Civil em Brasília.

"Da nossa parte está excluída a possibilidade de ele ser ouvido em casa. O que nós queremos é que ele seja ouvido em uma unidade pertencente à Polícia Civil", afirmou Valencise. "Não há por que discordar disso. Vamos examinar onde vai ser", disse Batochio.

O ministro deve ser ouvido em Brasília, pois possui residência no Distrito Federal. A audiência, entretanto, será feita pessoalmente pelo delegado de Ribeirão Preto.

"Expedir-se uma carta precatória é a solução da lei. Estamos concordando (com que Valencise realize a audiência) o que é uma forma de nós colaborarmos com a apuração dos fatos", afirmou Batochio.

O advogado teve acesso aos autos do inquérito de cerca de 15 mil páginas e afirmou não existirem indícios contra o ex-ministro. "Não há um dado no inquérito que mostre que ele era o responsável pelas irregularidades ocorridas", afirmou.

O delegado, entretanto, já afirmou que deverá pedir no inquérito o indiciamento do ex-ministro além de cerca de mais dez pessoas.

Os crimes cometidos seriam de corrupção ativa ou passiva, formação de bando ou quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Entre os indiciados estariam assessores e ex-secretários da administração municipal, ex-prefeito Gilberto Maggioni, que substituiu Palocci na prefeitura de Ribeirão Preto, entre 2001 e 2002 e ex-diretores do Grupo Leão Leão.

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