Rio de Janeiro - Um rapaz de 22 anos, que saiu escondido do hospital antes de receber alta, pode ser a sexta vĂtima de febre maculosa no Estado. Ele foi internado no Hospital Municipal de Duque de Caxias na quarta-feira com sintomas da doença: febre, dor de cabeça, falta de apetite, nĂĄusea e dores generalizadas pelo corpo. Na quinta Ă noite, o paciente deixou a unidade pela porta dos fundos acompanhado da mulher.
Nesta sexta, o secretĂĄrio de SaĂșde de Duque de Caxias, Oscar Berro, fez um apelo para que o homem retornasse ao hospital: estamos preocupados com a integridade deste indivĂduo, ele corre risco de morte", afirmou, acrescentando que um funcionĂĄrio o viu sair do hospital, mas nĂŁo pĂŽde fazer nada. "Tecnicamente ele nĂŁo fugiu porque nĂŁo estava preso. O cidadĂŁo tem o direito de ir e vir", explicou Berro.
A suspeita Ă© de que o paciente tenha contraĂdo a doença enquanto esteve no municĂpio de Barra do PiraĂ, no sul do estado do Rio de Janeiro, no inĂcio do mĂȘs. Em 2002, foram registrados oito casos de febre maculosa em Barra do PiraĂ. No hospital, ele contou ter sido atacado por mais de 15 carrapatos, enquanto capinava um terreno da regiĂŁo.
A Secretaria de SaĂșde de Caxias informou que o paciente estava sendo tratado com antibiĂłticos hĂĄ apenas 24 horas, mas que o tratamento deveria durar uma semana. De acordo com o secretĂĄrio Berro, a interrupção do tratamento pode levar o organismo infectado a adquirir resistĂȘncia aos remĂ©dios. Os mĂ©dicos que atenderam a possĂvel vĂtima realizaram a coleta de sangue, e enviaram Ă Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para anĂĄlise de confirmação de febre maculosa. O resultado deve sair nos prĂłximos dias.
Para evitar o possĂvel contĂĄgio de familiares e vizinhos do paciente, equipes da VigilĂąncia EpidemiolĂłgica e SanitĂĄria do MunicĂpio de Duque de Caxias fizeram inspeção na residĂȘncia do paciente, mas nĂŁo encontraram o carrapato transmissor da doença.
AtĂ© agora, a Fiocruz jĂĄ confirmou cinco casos de febre maculosa no Estado. Duas pessoas morreram, duas permanecem internadas e uma jĂĄ estĂĄ em casa. Ainda aguarda o resultados de exames uma economista, que se tratou na clĂnica SĂŁo Vicente e jĂĄ foi liberada.
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