RIO - A Petrobrás está se preparando para permitir que o mercado de gás natural cresça 11% ao ano até 2010. A taxa é expressiva, mas não acompanha o atual ritmo do uso de Gás Natural Veicular (GNV), que cresce a dois dígitos ao ano.
A estatal enviou nota à imprensa com discurso mais ameno sobre o mercado de gás, depois de expor em seu planejamento estratégico que vai priorizar usinas térmicas entre os demais consumidores, admitindo, inclusive que poderá elevar preços para conter a demanda de GNV.
Este por sua vez, sofrerá em setembro o maior reajuste de preços, entre os demais segmentos, no país.
A Petrobrás reafirma o seu compromisso com o mercado de gás natural brasileiro - o de maior crescimento entre os diversos combustíveis.
Esta semana, ao divulgar para o mercado a revisão de seu Plano de Negócios, no qual prevê investimentos de U$ 56,4 bilhões no período de 2006-2010, a Companhia deixou claro esse compromisso: mesmo em um ambiente de maiores custos dos empreendimentos, contempla US$ 6,5 bilhões especificamente para a área de Gás e Energia, destaca a petroleira.
A CEG, paralelamente, informou os novos preços do insumo, depois que a Petrobrás teve de reajustar seus valores por causa do impacto tributário da Bolívia. Para o mercado residencial, o reajuste médio no Rio será de 0,8%, o qual - considerando o consumo padrão de 15 m³/mês - representa um incremento na conta de R$ 0,36 ao mês.
Para o mercado comercial, o reajuste médio será de 1,0%. Para o mercado industrial, o reajuste vai variar de 4,7%, para um consumo de 3 milhões de m³/mês, a 3,7%, para um consumo de 250.000 m³/mês. Para o mercado automotivo, o reajuste será de 5,1%.
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