BRASÍLIA - Crianças com dez anos de idade já começam a ter contato com algum tipo de droga, segundo um estudo do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de São Paulo. O estudo mostra que 12,7% de jovens na faixa etária de 10 a 12 anos já usaram algum tipo de droga. A situação é pior no Sudeste, onde 15,1% dos jovens já experimentaram algum tipo de droga. O álcool e o cigarro são as preferidas, seguidos pelo solvente.
O álcool é a substância mais utilizada pelo jovem e lidera a lista das drogas mais usadas, com 65,2% dos entrevistados. Em seguida vem o tabaco, com 24,9%. O terceiro lugar pertence aos solventes, com 18%. Os energéticos aparecem com 12%, seguidos de maconha, com 5,9%, ansiolíticos, com 4,1%, anfetamínicos, com 3,7%, e cocaína, com 2%.
Em uma lista comparativa entre 25 países pesquisados, o Brasil apresenta a maior taxa de uso de solventes como droga em pelo menos uma ocasião. Dos entrevistados, 18% usaram esse tipo de droga. Num outro ranking, de 13 países, o Brasil aparece com quinto maior percentual de uso de algum tipo de droga na vida dos jovens: 22,6%. O primeiro lugar é dos Estados Unidos, com 39,8%, seguido de Barbados, Guiana e Belize. O menor percentual detectado foi no Paraguai, com 5,6%.
O levantamento foi realizado para traçar o perfil do consumo de drogas psicotrópicas entre estudantes do ensino fundamental e médio na rede pública nas capitais brasileiras. Foram entrevistados 48.155 estudantes com idades predominantes entre 13 e 15 anos. Nas conclusões, o estudo mostra que estudantes que já haviam feito uso de drogas na vida estão mais defasados na escola em comparação aos que nunca haviam experimentado esse tipo de substância.O estudo mostrou ainda a média etária dos jovens que experimentam alguma droga. No caso do álcool e do tabaco, a iniciação é considerada precoce em relação a outras substâncias. A média nacional é de 12,5 anos e 12,8 anos, respectivamente. O primeiro uso da maconha ocorre em média aos 13,9 anos. O da cocaína, aos 14,4 anos. Nas conclusões, o texto da pesquisa afirma que as intervenções para se diminuir o abuso de álcool e outras drogas deveriam caminhar em conjunto com esforços de adiar o primeiro uso da bebida e do cigarro.
Ainda conforme o estudo, 11,7% dos jovens fazem uso freqüente de bebidas. Apesar de preocupante, constatou-se que o consumo de álcool caiu em nove de dez capitais avaliadas desde 1987.
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