BRASÍLIA - A Justiça determinou nesta sexta-feira que os acusados de participar de um trote violento na Upis deverão prestar serviços comunitários a hospitais. O trote, contra quatro estudantes, aconteceu em agosto do ano passado. Alunas recém-chegadas à faculdade de Veterinária foram jogadas pelos veteranos em uma piscina improvisada com fezes e urina, construída em uma fazenda de Planaltina.
Na audiência preliminar no Juizado Especial Criminal de Planaltina, na tarde desta sexta-feira, as vítimas Daniela Valle, Raquel Rocha, Daniele Marinho e Janaína de Sá aceitaram não prosseguir com a ação contra os acusados (autores do fato, no linguajar do juizado) na Justiça Comum. “A juíza [Ana Cláudia Costa Barreto] sugeriu um pedido de desculpas, mas nós não aceitamos.”
Para resolver a situação, o Ministério Público, que acompanhou a audiência, propôs uma pena alternativa que foi aceita pela juíza. Ana Barreto decidiu que os acusados deverão prestar serviços à comunidade. Paula Suzana Poll trabalhará no Hospital Materno-infantil de Brasília, Simone Gonçalves e Gabriel Furtado, no Hospital Regional da Asa Sul, Jefferson Pessoa, no Hospital Regional de Ceilândia, Wallace Pablo Lopes, no Hospital Regional de Sobradinho, Eduardo Antunes e Thiago Batista, no Hospital Regional da Asa Norte, Marcelo Novaes, no posto de saúde da 115 Norte.
Eles trabalharão 120 horas, sendo seis horas semanais no mínimo, durante seis meses. A exceção é para Eduardo, que prestará serviços aos finais de semana durante oito meses. Os autores do fato podem ser punidos com penas mais duras se não cumprirem os serviços comunitários.
“Sentir na pele”
A situação de Manuela de Souza, Pedro Barbosa e Glauco Teixeira – que não aceitaram a pena alternativa – e de Paulo de Tarso Pires Júnior – que faltou à audiência – ainda será analisada pelo Ministério Público. Na opinião de Daniele, vítima do trote, eles querem levar o caso à Justiça Comum e serem inocentados.
Ela gostou da punição. “Foi bom porque eles não terão que dar cesta básica. Vão trabalhar e sentir na pele o peso.” Ela deixou de estudar na Upis em outubro, por causa de ameaças. “Eram muitas. Eu não esperaria para ver se era verdade ou brincadeira”, explicou Daniele, que agora quer estudar em outra instituição de ensino superior.
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