Petrobras reavalia participação nacional na construção de plataformas

Nielmar de Olivera, Agência Brasil

Atualizada em 27/03/2022 às 15h23

Rio – A Petrobras vai reavaliar as condições de participação da indústria brasileira na construção das plataformas P-51 e P-52. A informação foi anunciada nesta terça em nota oficial divulgada pela empresa, que comunicou também o adiamento das licitações para a construção dos três módulos das duas unidades. A Petrobras informa que os novos editais para as licitações serão lançados no máximo em duas semanas.

As licitações envolvem recursos da ordem de US$ 1 bilhão, com estimativas de geração de cerca de 30 mil empregos diretos e indiretos. As unidades se destinam ao desenvolvimento dos campos de Marlim Sul e Roncador, na Bacia de Campos, litoral norte do Estado. Os prazos para a apresentação das propostas, depois de dois adiamentos, eram 12, 19 e 26 de fevereiro, respectivamente.

A iniciativa da Petrobras é baseada na decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva de adotar uma política de compras para o país. A posição vem sendo reafirmada pela ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. Na última sexta-feira, na posse do presidente de Furnas, José Pedro Rodrigues de Oliveira, a ministra foi enfática ao afirmar que o Brasil terá, sim, uma política de compra de componentes nacionais, com a participação de todas as empresas estatais para fomentar emprego e gerar renda e crescimento econômico, assim como os países desenvolvidos. "As medidas para o setor ainda estão em estudo e cada caso será estudado cuidadosamente", afirmou na ocasião.

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