Petrobras pode reajustar gás natural em 21% em outubro

Ana Cristina Duarte, do GloboNews.com

Atualizada em 27/03/2022 às 15h30

RIO - A partir de 1º de outubro, a Petrobras poderá reajustar em até 21% o preço do gás natural produzido no país e vendido às distribuidoras, afirmou o gerente-executivo da área da gás da estatal, Rodolfo Landim. Caso os 21% do atacado sejam confirmados, os consumidores do Estado do Rio deverão ter um aumento de 3% em média em suas contas de gás. O executivo participou do 12º Fórum de Gás Natural, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

Os estados cujas distribuidoras importam gás da Bolívia, por meio da Petrobras, poderão ter outro percentual de reajuste no atacado, de acordo com Landim. É o caso do Paraná, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Minas Gerais e do Mato Grosso do Sul.

O reajuste oficial da Petrobras para as distribuidoras, previsto no cálculo trimestral dos preços da estatal, deverá ser divulgado até o fim deste mês. Segundo Landim, o aumento se deve mais uma vez à escalada do dólar frente ao real e à elevação de preços do barril de petróleo no mercado internacional. O gás natural vendido pela Petrobras teve seu preço reajustado pela última vez em julho, em 10,6%.

Como conseqüência do reajuste de julho, o aumento para o consumidor foi de 5% em média. O ônus foi maior para a população porque, além do aumento trimestral previsto em lei, houve o reajuste do frete e o reajuste anual da tarifa ao consumidor previsto no contrato de concessão.

Indústria sofre mais- De acordo com o gerente de grandes clientes da CEG, Ricardo Lamassa, a elevação dos preços finais em outubro deverá ser ainda maior para os consumidores industriais: entre 3% e 15%.

- É um percentual muito alto. Vamos pedir ao governo que o reajuste seja diluído tanto para os consumidores residenciais quanto para os industriais - afirmou Lamassa.

O secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Luís Clóvis de Limaverde, diz que já enviou à Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos fluminense (Asep) um pedido para que o reajuste de 21% seja escalonado nos próximos meses. Ele afirma que um aumento desse porte prejudicará o consumidor e colocará em risco o programa de expansão de energia termelétrica.

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