BACURI – Um homem acusado de matar outro durante uma discussão em Bacuri foi absolvido pelo Tribunal do Júri na última quarta-feira (1), quase dez anos após o crime. A decisão foi tomada por maioria dos jurados, que reconheceram que Josemilson Borges, conhecido como "Neguinho", foi o autor do disparo que matou Johnny Gatinho dos Santos, mas optaram pela absolvição ao acolherem a tese apresentada pela defesa.
O julgamento ocorreu durante a 5ª Reunião do Tribunal do Júri de 2026, realizada no auditório do Sindicato dos Professores e Servidores Municipais de Bacuri.
Crime aconteceu em 2015
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em 29 de novembro de 2015, no bairro Santa Maria, em Bacuri. Josemilson Borges teria atirado contra Johnny Gatinho dos Santos após uma discussão.
Segundo a acusação, o desentendimento teria começado por causa do desaparecimento de um dinheiro obtido com a venda de bebidas em um botequim. A suspeita era de que a quantia havia sido levada pela vítima.
Johnny foi atingido pelo disparo e morreu ainda no local.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram, por maioria, que houve o crime e que Josemilson Borges foi o responsável pelo disparo, fato que também foi confirmado pelo próprio réu durante o interrogatório.
Na etapa seguinte da votação, porém, o Conselho de Sentença respondeu de forma favorável ao quesito de absolvição, relacionado à tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Com isso, o acusado foi absolvido.
Como as decisões do Tribunal do Júri são soberanas em relação aos fatos analisados pelos jurados, a juíza responsável pelo caso proferiu a sentença de absolvição e determinou a baixa dos registros de antecedentes criminais vinculados ao processo.
Processo durou quase dez anos
O processo foi distribuído em agosto de 2016, cerca de oito meses após o homicídio. A denúncia foi recebida em fevereiro de 2017, mas o caso só foi levado a julgamento em 2026.
A decisão que enviou o réu ao Tribunal do Júri foi proferida em abril de 2024. A defesa recorreu, mas o recurso foi negado pelo Tribunal de Justiça do Maranhão em dezembro de 2025, permitindo que o julgamento fosse realizado neste ano.
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